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Executivos do grupo ThyssenKrupp participam de entrevista coletiva em Essen, Alemanha

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Diante da concorrência do aço chinês, o grupo alemão Thyssenkrupp e o indiano Tata querem unir suas atividades siderúrgicas na Europa, um projeto que envolve o corte de 4.000 vagas e preocupa os trabalhadores alemães.

Após um ano de negociações, os dois grupos anunciaram nesta quarta-feira (20) uma "declaração de intenções" para criar uma coempresa em 2018 e se tornar o número dois no mercado europeu, atrás da ArcelorMittal.

É a "única opção que oferece um futuro duradouro para nossa atividade siderúrgica", declarou à imprensa o presidente da Thyssenkrupp, Heinrich Hiesinger, lembrando as dificuldades enfrentadas pela indústria siderúrgica europeia, que enfrenta uma queda na demanda e um influxo maciço de aço chinês subsidiado e a bom preço.

Embora nos últimos anos as empresas do setor tenham realizado suas próprias reestruturações, "o efeito dessas medidas é de curto alcance e foi rapidamente absorvido pelo mercado", disse Hiesinger em uma carta aos funcionários citada pela agência alemã de notícias DPA.

A futura empresa se chamará Thyssenkrupp Tata Steel e será uma holding com sede na Holanda, com gestão conjunta e um total de 48.000 funcionários em 34 locais diferentes.

Às 12h30 (7h30 de Brasília), as ações da Thyssenkrupp ganhavam 3,25%, a 26,07 euros, na Bolsa de Frankfurt.

Com esse acordo, as companhias esperam reduzir seus custos entre 400 e 600 milhões de euros, bem como eliminar 4.000 empregos nos setores de produção e administrativo.

A nova companhia prevê produzir cerca de 21 milhões de toneladas de aço por ano, com um volume de negócios de cerca de 15 bilhões de euros.

O projeto ainda precisa da aprovação do conselho de supervisão da Thyssenkrupp, onde os representantes dos trabalhadores têm metade dos assentos.

O poderoso sindicato metalúrgico IG Metall convocou uma grande manifestação contra o projeto para esta sexta-feira (22), em Bochum.

"Apesar dos avisos, a administração levou seu projeto à frente, mas isso não significa que nós o aprovamos", afirmou Günter Back, responsável pelo serviço de imprensa da filial da Thyssen.

O anúncio é feito em plena campanha eleitoral para as legislativas alemãs no domingo. O vice-chanceler, o social-democrata Sigmar Gabriel, considerou na segunda-feira que "nenhuma solução pode ir contra os assalariados".

"A capacidade da empresa de enfrentar o futuro e manter os empregos deve estar no cerne do projeto", defendeu em entrevista ao "Süddeutsche Zeitung" Armin Laschet, ministro-presidente conservador do estado regional da Renânia do Norte-Vestefália, onde Thyssenkrupp tem sua sede.

Já o ministro britânico da Economia, Greg Clark, comemorou um "passo importante" para a indústria siderúrgica nacional, porque a fusão poderá manter em funcionamento a fábrica de Port Talbot, onde Tata emprega 4.000 pessoas.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, também festejou a implantação da futura Thyssenkrupp Tata Steel em Amsterdã.

O principal acionista da Thyssenkrupp, a fundação Krupp (23% do capital), anunciou hoje que aprovou o projeto, com o objetivo de "preservar a independência de longo prazo da empresa".

De acordo com vários veículos da imprensa local, o grupo alemão pode enfrentar, contudo, a oposição do segundo maior acionista, o fundo sueco Cevian, mais cético quanto aos benefícios da fusão.

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AFP