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A estátua da "menina destemida" é vista em frente ao icônico touro de Wall Street, em Nova York, em 8 de março de 2017

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O escultor do famoso touro de bronze de Wall Street tentou partir para o ataque: segundo ele, a estátua da menina que enfrenta o touro e atrai multidões viola seus direitos autorais, confunde a mensagem de sua obra e deveria deixar o local.

A escultura da intrépida menina, "Fearless Girl" (menina destemida em inglês), da artista uruguaia-americana Kristen Visbal, foi instalada em frente ao touro de Wall Street, em Nova York, no começo de março pelo Dia Internacional da Mulher, e imediatamente fez sucesso com o olhar decidido, as mãos na cintura e rabo de cavalo ao vento.

Financiada pela empresa de gestão de ativos State Street Advisors, que ecoou a reclamação da falta de mulheres nos conselhos de administração empresariais, o destino da escultura era ficar ali uma semana.

Mas com seu sucesso, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, decidiu deixá-la até março de 2018. E milhares de pessoas assinaram uma petição para que ela fique indefinidamente.

Sua popularidade parece, contudo, ter caído mal ao ítalo-americano Arturo di Modica, escultor do touro "Charging Bull", instalado em 1989. Na época, a estátua pretendia simbolizar o espírito empresarial americano após o crash de 1987.

"Está muito ruim. Ela está ali para atacar o touro", queixou-se nesta quarta-feira a jornalistas Di Modica, de 76 anos, visivelmente emocionado.

Embora a menina tenha tido como intenção original reivindicar os direitos das mulheres no contexto da presidência de Donald Trump, o advogado do escultor, Norman Siegel, disse em uma entrevista coletiva que a nova estátua se transformou em "uma força negativa e uma ameaça" e que deve ser retirada.

"Nenhum de nós está de modo algum contra a igualdade de gênero, mas há temas de direitos de autor e de marca que precisavam e continuam precisando ser resolvidos", acrescentou, pedindo ao prefeito e à State Street Advisors que encontrem uma solução amistosa.

De Blasio, no entanto, não parece concordar. "Precisamos da 'Fearless Girl' justamente por causa dos homens que não gostam que as mulheres ocupem espaço", tuitou nesta quarta-feira.

A State Street Advisors disse estar "agradecida a Nova York e às pessoas do mundo inteiro por terem respondido com entusiasmo o que 'Fearless Girl' representa: o poder e o potencial de ter mais mulheres líderes".

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