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Construção no bairro de Neve Yaakov, em Jerusalém Oriental. Os incidentes antiárabes aumentaram desde o assassinato de um adolescente palestino, queimado vivo, por três judeus extremistas, que disseram querer vingar o sequestro e o assassinato de três jovens israelenses da Cisjordânia.

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Três jovens judeus, suspeitos de ter espancado violentamente na noite de sexta-feira dois jovens palestinos no bairro de colonização de Neve Yaakov, em Jerusalém Oriental, foram presos, anunciou nesta quarta-feira a polícia israelense.

"Um tribunal de Jerusalém deve decidir a prolongação da prisão para interrogatórios de três judeus suspeitos de ter atacado dois residentes de Jerusalém Oriental no dia 25 de julho", indicou a polícia em um comunicado.

Os dois palestinos caminhavam quando dois jovens judeus que lhes pediram cigarros, pegaram barras de ferro e bastões e os espancaram violentamente, declarou uma das vítimas, ouvida pelo jornal Haaretz.

Após a agressão, os dois palestinos, Amir Shauiki, de 20 anos, e Samer Mahfuz, também de 20 anos, foram internados no hospital Hadasa de Ein Karem, em Jerusalém, segundo seus parentes.

O Haaretz, que publicou fotos dos dois jovens palestinos com o rosto inchado, afirmou que os policiais que chegaram ao local não haviam chamado a ambulância, o que a polícia desmentiu, explicando que os familiares das vítimas rejeitaram sua ajuda.

Em Jerusalém, os incidentes de conotação antiárabe e racista aumentaram desde o assassinato de um adolescente palestino que foi queimado vivo no dia 2 de julho por três judeus extremistas, que disseram querer vingar o sequestro e o assassinato de três jovens israelenses da Cisjordânia.

Por sua vez, todos os dias são registrados confrontos em Jerusalém Oriental anexada entre policiais israelenses e jovens palestinos que protestam contra a intervenção militar de Israel em Gaza.

AFP