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Keiji Furuya, presidente da Comissão de Segurança Pública, deixa o santuário Yasukuni de Tóquio em 15 de agosto

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Três ministros e muitos deputados japoneses visitaram nesta sexta-feira o santuário Yasukuni de Tóquio, que honra a memória de 2,5 milhões de soldados mortos pelo país em diferentes conflitos bélicos, um local considerado por China e Coreia do Sul como símbolo do passado militarista japonês.

Keiji Furuya, presidente da Comissão de Segurança Pública, Yoshitaka Shindo, ministro de Assuntos Interiores, e Tomomi Inada, ministro da Reforma Administrativa, além de 80 deputados, foram durante a manhã rezar neste local de culto, que deve a má reputação ao fato de, há três décadas, estarem inscritos ali os nomes de 14 criminosos de guerra japoneses.

A visita coincide com o aniversário da rendição incondicional do Japão em 1945, ao fim da Segunda Guerra Mundial, da qual o arquipélago do imperador Hirohito saiu debilitado.

"Parece-me natural apresentar minhas mais sinceras condolências àqueles que sacrificaram sua vida pelo país", declarou Furuya à imprensa.

"Fui homenagear os que perderam a vida durante a guerra", disse Shindo.

Os ministros afirmam geralmente que as visitas têm caráter privado e não se diferenciam das realizadas por milhares de cidadãos japoneses, que fazem a mesma peregrinação várias vezes ao ano.

No entanto, China e Coreia do Sul não demoraram a reagir, como fazem a cada vez que acontece uma visita de alto nível ao santuário sintoísta.

"Os políticos japoneses deveriam ter em mente que apenas se abandonarem sua atitude revisionista e expiarem o passado poderemos avançar em direção a relações bilaterais tranquilas", declarou um porta-voz da chancelaria sul-coreana.

"O cerne do problema está em saber se o governo japonês está disposto a reconhecer o passado de agressões e encará-lo corretamente", afirmou Hua Chunying, porta-voz da diplomacia chinesa, que encarou a visita como "uma atitude equivocada ante a História".

AFP