Navigation

Traços de urina fornecem informações sobre antiga domesticação de animais

Escavações em Asikli Hoyuk, local de um antigo assentamento turco onde sais deixados por urina animal e humana dão pistas sobre o desenvolvimento da criação de gado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. abril 2019 - 00:13
(AFP)

Estudar os vestígios de urina de ovelhas e cabras está dando aos arqueólogos um vislumbre da domesticação dos animais numa aldeia turca há 10.000 anos.

A abordagem inovadora forneceu uma nova compreensão da transição da caça e coleta para a agricultura e o pastoreio pelos moradores do local chamado Asikli Hoyuk, no centro da Turquia.

O estudo de uma equipe internacional de arqueólogos e geólogos foi publicado nesta quarta-feira na revista Science Advances.

Os pesquisadores estudaram sais da urina que ficaram presos em camadas de sedimentos sob a aldeia para determinar quanto foi produzido por ovelhas ou cabras.

Os aldeões pareciam ter tido apenas alguns animais durante os primeiros cem anos de assentamento no início da era neolítica.

Mas entre 10.400 e 9.700 anos atrás, a quantidade de urina aumentou em um fator de 10 para 1000.

Eventualmente, havia mais ovelhas e cabras do que pessoas.

"Os dados dos sais da urina demonstram um grande aumento no escopo e intensidade da criação de gado em Asikli Hoyuk em um período de 1.000 anos", disse o estudo.

Jordan Abell, um geoquímico que é doutorando na Universidade de Columbia, em Nova York, disse que a natureza árida do local turco permite esse tipo de pesquisa de análise de urina.

"Tivemos um local intocado e bem preservado", disse Abell à AFP. "É muito seco lá, então achamos que seria melhor aplicado em regiões semelhantes a essa".

"Espero que isso possa ser expandido para, talvez, um local onde sabemos que talvez antes do manejo de animais havia apenas humanos", disse ele.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.