Os judeus alemães se preparam para celebrar o Shabat, confiando no renascimento da comunidade, abalada pelo frustrado ataque antissemita em Halle, cometido no dia do Yom Kippur.

"Sempre fomos cuidadosos e agora seremos ainda mais", afirmou Nina Peretz, diretora do grupo comunitário da sinagoga Fraenkelufer, em Berlim.

Peretz falou horas antes da cerimônia religiosa que celebra o Shabat no templo da capital, destruído pelos nazistas durante o "Pogrom" da Noite dos Cristais, em 1938. A instituição foi reconstruída depois da guerra e, hoje, está em reforma.

Reunidos em Halle para apoiar sua pequena comunidade, vários membros da congregação judaica serão recebidos na sinagoga de Peretz, em Berlim.

Na quarta-feira, um aterrorizado grupo de cerca de 50 fiéis se entrincheirou em seu interior, enquanto o alemão Stephan Balliet, de 27, tentava invadir o templo de Halle com disparos e explosivos.

As autoridades disseram que ele tinha a intenção de cometer um "massacre". Depois de perceber que seu plano foi frustrado, atirou em duas pessoas, aparentemente de forma aleatória.

Enquanto a comunidade judaica de 225.000 pessoas se prepara para encerrar a semana, os apelos para "encher as sinagogas" viralizavam nas redes sociais com a hashtag #showupforshabbat.

Nesta sexta à noite, o governo alemão alertou que o risco de atentado continua sendo "elevado".

"A ameaça do terrorismo de extrema direita e o antissemitismo é elevado", advertiu o ministro do Interior, Horst Seehofer.

Isso significa que um ataque com essas características pode acontecer "a qualquer momento", completou.

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