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O traslado do navio Costa Concordia, que naufragou em janeiro de 2012 deixando 32 mortos diante da ilha de Giglio (Itália), ao porto de Gênova acontecerá na terça-feira, anunciou neste sábado a agência italiana de Defesa Civil.

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O traslado do navio Costa Concordia, que naufragou em janeiro de 2012 deixando 32 mortos diante da ilha de Giglio (Itália), ao porto de Gênova acontecerá na terça-feira, anunciou neste sábado a agência italiana de Defesa Civil.

A operação sem precedentes para desencalhar o navio de cruzeiro Costa Concordia teve início na segunda-feira passada.

Para obter o resultado esperado, as equipes especializadas injetaram ar no navio, de 115.000 toneladas de peso, para apoiá-lo até os dois metros necessários.

Uma vez com dois metros de flutuação, o cruzeiro foi deslocado em 30 metros para o mar, ao leste da ilha, e posicionado de maneira sólida com a ajuda de 36 cabos de aço e 56 correntes.

Dessa forma, o navio poderá ser rebocado até Gênova, dois anos e meio depois da tragédia.

A segunda fase iniciou na quinta-feira e dorou até estesábado. O ar preenche todos os compartimentos, e todos os detritos nas superestruturas do navio serão retirados para permitir uma navegação segura.

Conduzido pelo armador italiano e realizado pelo consórcio americano-italiano Titan-Micoperi, a operação de resgate do navio afundando terá um custo total de cerca de 1,1 bilhão de euros.

A última travessia do Mar Mediterrâneo pelo gigante dos mares - 280 km de comprimento - levará cerca de quatro dias, terminando em 25 de julho. O navio passará a cerca de 25 km da Córsega, perto da ilha de Elba, e a 10 km da ilha italiana de Capraia.

O Costa Concordia naufragou depois de se chocar com um rochedo perto da ilha de Giglio, quando transportava mais de 4.200 pessoas de 70 nacionalidades.

O corpo de um garçom indiano, Russel Rebello, que ainda não foi encontrado, apesar dos intensos trabalhos de busca, também poderá ser encontrado no resgate.

Enquanto outros membros da tripulação negociam sentenças, o comandante do navio, Francesco Schettino, é o único que está sendo julgado em Grosseto (Toscana, centro) por homicídio por negligência, naufrágio e abandono de navio.

AFP