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(Arquivo) Uma infecção bacteriana teimosa, normalmente contraída em hospitais e que pode ser fatal, pode ter um novo tratamento em vista - é o que dizem nesta quarta-feira pesquisadores norte-americanos

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Uma infecção bacteriana teimosa, normalmente contraída em hospitais e que pode ser fatal, pode ter um novo tratamento em vista - é o que dizem nesta quarta-feira pesquisadores norte-americanos.

Os antibióticos só funcionam em 25% dos casos quando se trata de eliminar a Clostridium difficile, ou 'C. diff', um agente patogênico que infecta o trato digestivo e mata cerca de 15.000 pessoas e leva 250.000 aos hospitais todos os anos nos Estados Unidos.

Mas o remédio antioxidante ebselen mostrou-se eficaz em matar a 'C. diff' ao atacar suas toxinas, e não a bactéria, mantendo os micróbios benéficos do intestino, segundo os pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Stanford.

O estudo publicado na revista Science Translation Medicine foi realizado com camundongos, mas os pesquisadores dizem que testes em humanos podem ser feitos com segurança já que o remédio está sendo investigado para o tratamento de doenças cardiovasculares, artrite, derrame, arteriosclerose e câncer.

"Diferentemente dos antibióticos - que são tanto tratamento para a infecção por C. difficile e, paradoxalmente, sua possível causa - o remédio não mata a bactéria", explicou o principal autor do estudo, Matthew Bogyo, professor de patologia e microbiologia.

Ao invés disso, ele desativa a toxina produzida pelo agente patogênico e previne danos e inflamações intestinais.

A 'C. diff' custa aos Estados Unidos mais de 4 bilhões de dólares em despesas com o tratamento e geralmente é recorrente nos pacientes, exigindo ainda mais hospitalizações, disseram os pesquisadores.

A infecção é particularmente perigosa para pessoas com sistema imunológico danificado.

Cerca de 7% das pessoas infectadas morre menos de um mês após o diagnóstico.

AFP