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Ativistas opositores durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, em 9 de julho de 2017

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Treze países da Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram nesta quarta-feira à Venezuela que suspenda a eleição da Assembleia Constituinte, prevista para domingo em meio a uma forte oposição.

Em declaração ao Conselho Permanente do organismo, indicaram que esta atitude "implicaria no desmantelamento definitivo da institucionalidade democrática e seria contrária à vontade popular expressada na consulta de 16 de julho".

Em um plebiscito simbólico realizado nesse dia na Venezuela, a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse ter recolhido 7,6 milhões de votos contrários à iniciativa do governo de Nicolás Maduro.

O texto de cinco parágrafos, lido pelo embaixador panamenho Jesús Sierra, foi assinado por Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

O Uruguai, que em março se somou a estas 13 nações para exigir à Venezuela a libertação de seus "presos políticos" e a fixação de um calendário eleitoral, não assinou o documento.

Álvaro Gallardo, embaixador alternativo do Uruguai, explicou que seu país decidiu não assinar a declaração porque a Assembleia Nacional Constituinte "é um mecanismo previsto na Constituição venezuelana".

Os 13 países expressaram a sua "profunda preocupação pela grave alteração da ordem democrática na Venezuela, a piora da crise e o aumento da violência", enquanto pediram um rápido diálogo entre o governo e a oposição.

O rechaço à Constituinte -segundo o Datanálisis de 70%- intensificou os protestos iniciados há quatro meses para exigir a saída de Maduro.

AFP