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Tribunal condena três empresários peruanos a 36 meses de prisão por caso Odebrecht

A sede da construtora brasileira Odebrecht em São Paulo, em 4 de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. março 2019 - 19:11
(AFP)

Um tribunal peruano sentenciou a 36 meses de prisão três empresários acusados de lavagem de dinheiro pelo pagamento de propina a funcionários públicos que favoreceram a construtora Odebrecht em obras no país, informou nesta quarta-feira o Judiciário.

"Ordena-se 36 meses de prisão preventiva contra os empresários Gonzalo Monteverde, Maria Isabel Carmona e Wilfredo Salinas por lavagem de dinheiro cometida numa organização criminosa, caso Odebrecht", indicou o Judiciário por meio de sua conta no Twitter.

Os três foram declarados fugitivos da justiça, porque não compareceram à audiência.

O juiz Manuel Chuyo baseou sua decisão nos graves elementos que comprovam o crime de lavagem de dinheiro e no risco de fuga dos investigados, o que finalmente ocorreu.

Segundo o procurador do caso, José Domingo Pérez, Monteverde recebeu mais de 29 milhões de dólares da Odebrecht através de empresas offshore, com o objetivo de fazer pagamentos ilícitos a vários funcionários públicos para a concessão de contratos para obras públicas.

Chuyo ressaltou que os investigados estão diretamente ligados a duas empresas reconhecidas pela justiça brasileira como as que serviram para a Odebrecht pagar propinas.

Segundo a imprensa, o ex-tesoureiro da Odebrecht Luiz Da Rocha Soares declarou ao procurador Pérez que a construtora brasileira utilizou a Construmaq e a Cemiterios Centrales, de propriedade de Gonzalo Monteverde, para introduzir dinheiro ilícito no Peru.

O escândalo Odebrecht atingiu os ex-presidentes Alan García (1985-1990 e 2006-2011), Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), todos sob investigação.

A Odebrecht admitiu em 2016 às autoridades americanas que pagou 29 milhões de dólares em propinas no Peru entre 2005 e 2014.

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