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Tribunal da Venezuela acusa outro deputado por rebelião frustrada

(2017) O deputador opositor Rafael Guzmán participa em Caracas de protesto contra o governo venezuelano afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. maio 2019 - 17:27
(AFP)

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) acusou nesta quarta-feira (29) um novo deputado opositor, elevando para 15 o número de parlamentares processados por uma rebelião frustrada contra o presidente Nicolás Maduro em 30 de abril.

O TSJ, de linha governista, acusa o deputado Rafael Guzmán pelos "crimes de traição à pátria, conspiração, instigação à insurreição, rebelião civil", entre outros, informa um comunicado.

A máxima corte solicitou à Assembleia Constituinte que retire a imunidade do congressista, o que já foi feito com outros deputados acusados de participarem da rebelião contra o governo Nicolás Maduro.

O levante de um pequeno grupo de militares liderados por Juan Guaidó, chefe parlamentar reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países, não conseguiu romper o apoio das Forças Armadas a Maduro.

Esta decisão surge em meio a negociações entre delegados de Guaidó e de Maduro em Oslo, sob mediação da Noruega. O objetivo é tentar buscar uma saída para a queda de braço entre governo e oposição há quatro meses.

Dos congressistas acusados, o vice-presidente da Câmara, Edgar Zambrano, foi detido, e os demais se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram do país, ou estão na clandestinidade. O paradeiro de Guzmán é desconhecido.

Guaidó denunciou esta ofensiva como uma tentativa de "desmontar" o Parlamento, único poder controlado pela oposição no país, mas anulado por uma decisão do TSJ. Na prática, o Legislativo foi substituído pela Constituinte.

Embora o líder opositor também tenha perdido sua imunidade, não foi acusado judicialmente pela rebelião.

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