Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

A procuradora-geral Luisa Ortega, em Caracas, em 3 de julho de 2017

(afp_tickers)

O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela anulou nesta segunda-feira a citação feita pela procuradora-geral, Luisa Ortega, contra dois generais da Força Armada, acusados de violar os direitos humanos durante os protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

A Corte, que em seus argumentos considerou Ortega em desacato, acolheu um recurso impetrado pelo ex-comandante da Guarda Nacional Antonio Benavides Torres, a quem havia citado para a próxima quinta-feira depois de indiciá-lo por supostos protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

O TSJ estendeu a medida a outros oficiais em "situação similar", como o general Gustavo González López, chefe do serviço de inteligência (SEBIN), que deveria comparecer nessa terça-feira.

A Sala Constitucional do TSJ - acusado de servir ao governo - declarou "a nulidade da 'citação' efetuada" contra Benavides Torres e declarou "efeitos extensivos" da sentença.

Por isso, "qualquer um que se encontre em situação similar poderá invocar a presente decisão", informou o Supremo.

O constitucionalista Juan Manuel Raffalli chamou a sentença de "salva-vidas" para funcionários supostamente envolvidos nos casos de violações de direitos humanos na contenção das manifestações, que deixaram 89 mortos em três meses.

"Os recursos são para o solicitante. Nenhum deveria ter efeito extensivo", explicou Raffalli à AFP.

As citações foram anunciadas na semana passada em meio ao enfrentamento entre Ortega e Maduro. A procuradora, chavista assumida, rompeu com o governo depois de ser tornar crítica ferrenha do presidente de sua convocação a uma Assembleia Constituinte.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP