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Uma ambulância em um hospital de Maiduguri, Nigéria, em 15 de agosto de 2017

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Três mulheres camicases realizaram atentados neste domingo em Maiduguri, capital do estado de Borno, no norte da Nigéria, matando 13 pessoas e ferindo 16, indicaram fontes de segurança.

"Uma primeira mulher detonou seu cinturão de explosivos às 21H45 (18H45 em Brasília) em frente a um pequeno restaurante, causando 13 mortos", indicou a fonte militar, que preferiu se manter anônima.

A fonte acrescentou que as outras duas jihadistas camicases deixaram ao menos 16 pessoas feridas em outros dois ataques consecutivos, o que foi confirmado por um responsável das milícias armadas da cidade.

O cinturão de explosivos de uma delas não funcionou bem e não causou vítimas.

Os socorristas nigerianos preferiram não fazer declarações oficiais, dado que já estava tarde, mas indicaram que se pronunciariam na segunda-feira de manhã.

No domingo, os cidadãos de Maiduguri tinham sido alertados sobre a presença de "um grande número de membros do grupo Boko Haram circulando nos arredores" da cidade, indicou uma fonte militar.

Maiduguri, a cidade onde foi fundado o grupo extremista nigeriano, havia voltado a uma calma relativa, apesar de atentados esporádicos.

No entanto, a cidade de Konduga, a 20 quilômetros da capital, é palco de violência recorrente há meses.

O estado de Borno, epicentro de confrontos entre o exército e o Boko Haram, continua sendo em grande medida inacessível, embora o grupo jihadista já não controle os amplos setores de território que ocupava até 2015.

Cerca de um milhão de pessoas encontraram refúgio na grande cidade do nordeste, e muitos vivem em campos de refugiados, onde a situação humanitária e de segurança é muito precária.

Na terça-feira, 10 pessoas serão julgadas por "distúrbios da ordem pública", após organizarem um protesto em setembro para denunciar as condições de vida nos campos.

A insurreição do Boko Haram, particularmente violenta desde 2009, devastou o norte da Nigéria, causando pelo menos 20.000 mortos e 2,6 milhões de deslocados.

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AFP