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Trolls russos também falam de vacinas no Twitter, diz estudo

Os trolls e "bots" russos no Twitter tentaram semear a discórdia não só na política interna dos Estados Unidos mas também no tema sensível das vacinas, embora com menor intensidade afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. agosto 2018 - 23:37
(AFP)

Os trolls e "bots" russos no Twitter tentaram semear a discórdia não só na política interna dos Estados Unidos mas também no sensível tema das vacinas, embora com menor intensidade, segundo um estudo retrospectivo de pesquisadores americanos.

"Sabia que há uma base de dados secreta do governo sobre as crianças prejudicadas pelas vacinas?", diz um destes tuítes, acompanhado da hashtag #VaccinateUS.

Os pesquisadores, das universidades George Washington, Johns Hopkins e de Maryland, observaram a frequência com que as vacinas eram mencionadas em contas suspeitas de serem "bots" (contas automatizadas) ou outras vinculadas a escritórios de desinformação russos, incluindo a conhecida Internet Research Agency.

Na amostra de 1,8 milhão de tuítes examinados durante o período compreendido entre julho de 2014 e setembro de 2017, não se encontraram muitos tuítes sobre as vacinas. Por exemplo, só 253 mensagens continham #VaccinateUS.

No entanto, o estudo indica que "as comunicações de saúde se tornaram armas: os temas de saúde pública, como a vacinação, são parte das tentativas de desinformação de potências estrangeiras", advertem os autores da pesquisa, publicada na quinta-feira na revista American Journal of Public Health.

Como em outros temas políticos controversos, como as armas, a imigração ou a religião, as mensagens se dividiram quase em partes iguais entre pró e antivacinas. Isto é condizente com a estratégia dos trolls russos de "promover a discórdia" na sociedade americana, indicam os especialistas.

Muitas das contas que se associam com a Internet Research Agency russa foram identificadas desde a campanha presidencial de 2016, por redes sociais ou através do Congresso. A maioria foi fechada.

As contas incluídas no estudo foram identificadas por enviar mensagens spam, ou através de informes do Congresso ou da NBC News, como pertencentes a trolls russos.

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