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Fumaça na área de Bughayliyah, ao norte de Deir Ezzor, em 13 de setembro

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As tropas sírias atravessaram nesta segunda-feira (18) o rio Eufrates, em Deir Ezzor, o que permitirá sitiar totalmente os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) nesta cidade do leste da Síria - informaram o Ministério da Defesa russo e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Contando com o suporte da Rússia, as forças do governo Bashar al-Assad estabeleceram presença na zona leste da cidade, área em que o efetivo apoiado pelos Estados Unidos executa uma ofensiva paralela contra os extremistas.

"As forças governamentais sírias, com o apoio da aviação russa, cruzaram o rio Eufrates na região de Deir Ezzor", anunciou o Ministério russo da Defesa, em um comunicado.

Os extremistas estão cercados na cidade pelas forças de Damasco, que se encontram ao norte, oeste e sul. Ao atravessar o Eufrates, a leste, as forças de Assad estão mais próximas de cercar totalmente o EI.

"As tropas de ataque do Exército sírio expulsaram os combatentes do EI de várias localidades da margem leste do Eufrates e continuam sua ofensiva rumo ao leste, ampliando a linha de frente", relatou o Ministério.

Os extremistas dificilmente conseguirão fugir pelo rio, já que as aviações russa e síria apontam contra todos os que tentam atravessá-lo, de acordo com o OSDH.

Corroborando a informação de que o Exército cruzou o rio, essa ONG indicou que, "para completar o cerco de Deir Ezzor, o regime deve assumir o controle" de várias localidades na margem leste.

Com o avanço, o Exército de Assad se aproxima da área de operações das Forças Democráticas Sírias (FDS), que executa uma operação paralela apoiada por Washington.

As FDS afirmam que não coordenam suas operações com o governo, ou com a Rússia. Existe, porém, uma linha de limite que tem como objetivo evitar incidentes entre os diferentes atores na região, destaca a coalizão internacional.

No sábado, no entanto, as FDS acusaram a aviação russa de bombardear seus integrantes ao nordeste de Deir Ezzor, o que Moscou negou.

A perda da província de Deir Ezzor, a última ainda nas mãos dos extremistas neste país, seria um grande golpe para a organização radical, que controla apenas alguns redutos na cidade de Raqa (norte) e no centro e sul da Síria. No Iraque, o EI também perdeu muito espaço.

Deflagrado após a repressão violenta de manifestações pacíficas em 2011, o conflito na Síria se tornou uma guerra que deixou mais de 330.000 mortos e milhões de deslocados.

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AFP