Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20, em Hamburgo, em 8 de julho de 2017

(afp_tickers)

O presidente americano, Donald Trump, advertiu no sábado à noite que não permitirá mais a inação da China a respeito da Coreia do Norte, depois que o regime hermético testou na sexta-feira um míssil balístico intercontinental.

O líder norte-coreano Kim Jong-Un afirmou após o teste que "todo o território continental dos Estados Unidos" está a seu alcance, incluindo, segundo alguns especialistas, cidades como Nova York.

"Estou muito decepcionado com a China. Nossos estúpidos líderes do passado lhes permitiram gerar centenas de bilhões de dólares todo o ano em comércio, mas não fazem NADA por nós em relação à Coreia do Norte, apenas falar", queixou-se em uma série de tuítes.

"Não permitiremos que isso continue. A China poderia resolver isso facilmente!", completou.

Trump prometeu tomar "todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos Estados Unidos" e proteger seus aliados na região.

A ambição norte-coreana de virar uma potência nuclear prejudica a já delicada relação entre Washington e Pequim, principal aliado de Pyongyang.

Apesar da condenação das autoridades chinesas ao teste norte-coreano, por violar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, Pequim insiste que o único caminho para aproximar posições é o diálogo.

O secretário americano de Estado, Rex Tillerson, declarou que "como principais facilitadores econômicos do programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos" da Coreia do Norte, "China e Rússia têm a única e particular responsabilidade por esta crescente ameaça à estabilidade da região e do planeta".

- Dez horas de exercícios comuns -

Como reação ao lançamento do míssil, Washington e Seul fizeram exercícios militares, usando mísseis terra-terra. após o lançamento. Os altos comandos de ambos os Exércitos discutiram as "opções de resposta militar", caso considerem um aumento da ameaça.

Bombardeiros americanos B-1B também participaram nas operações, que duraram pouco mais de 10 horas, ao lado de caças sul-coreanos e japoneses.

"Caso nos vejamos obrigados, estamos prontos para responder com uma força rápida, letal e esmagadora no momento e no local que decidirmos", alertou em um comunicado o general Terrence O'Shaughnessy, comandante da Força Aérea dos Estados Unidos no Pacífico.

A Coreia do Sul anunciou que tem a intenção de acelerar a instalação do sistema de intercepção THAAD (Terminal High Altitutd Area Defense), que conta com seis lançadores de mísseis interceptores.

Dois foram instalados 300 quilômetros ao sul de Seul. A China afirma que a presença do sistema "complicará os problemas".

Em matéria comercial, os Estados Unidos afirmam que a desequilibrada relação - marcada por um déficit comercial com a China de US$ 309 bilhões para o ano passado - se deve às políticas de Pequim que impedem o acesso a seu mercado.

A China culpa, por sua vez, as regras de Washington, que restringem as exportações americanas de alta tecnologia.

AFP