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O presidente americano, Donald Trump, em Washington DC, em 25 de abril de 2017

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quinta-feira que, se a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) com o Canadá e o México não resultar em um "acordo justo", deixará o acordo.

A Casa Branca anunciou na quarta-feira que Trump "aceitou não deixar o Nafta neste momento", depois de conversar por telefone com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

"Os líderes concordaram em proceder rapidamente (...) para permitir a renegociação do acordo Nafta", indicou a Casa Branca em um comunicado.

Trump escreveu nesta quinta-feira no Twitter que recebeu "um telefonema do presidente do México e do primeiro-ministro do Canadá pedindo para renegociar o Nafta, em vez de acabar com ele".

"Concordei com o fato de que, se não chegarmos a um acordo justo para todos, então vamos acabar com o Nafta. As relações são boas, um acordo é muito provável", acrescentou.

Durante sua campanha presidencial, Trump prometeu encerrar o Nafta por considerar "o pior acordo comercial já assinado", chamando-o de um "desastre" que fez com que milhões de empregos no setor manufatureiro americano fossem transferidos principalmente para o México.

O Nafta, que foi criado em 1º de janeiro de 1994, durante a administração democrata de Bill Clinton, eliminou as tarifas e permite o livre fluxo de mercadorias entre os três países.

Os Estados Unidos registraram em 2016 um déficit comercial de produtos e serviços de 62 bilhões de dólares com o México, mas tiveram um superávit de 8 bilhões com o Canadá.

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