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Trump participa de entrevista coletiva com Jae-In em Seul

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A Coreia do Norte representa uma "ameaça mundial, que exige uma resposta mundial", afirmou o presidente americano, Donald Trump, nesta terça-feira (7), em Seul, onde anunciou "muitos avanços" nos esforços para solucionar a questão nuclear norte-coreana.

Ao lado do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, Trump reafirmou em coletiva de imprensa que está pronto para utilizar todo poder do Exército americano para impedir a Coreia do Norte de atingir seus objetivos nuclear e balístico.

Apesar das ameaças, mostrou-se conciliador: "faz sentido que a Coreia do Norte venha à mesa para obter um acordo que seja bom para os norte-coreanos e o mundo". E acrescentou que "sim, vejo algumas coisas em movimento".

"Penso que fazemos muitos avanços", completou, sem revelar detalhes, mas ressaltando que o presidente chinês, Xi Jinping, "tem sido muito, muito útil".

Trump se reunirá com Jinping depois da etapa sul-coreana de sua viagem pela Ásia.

O presidente americano desembarcou na Coreia do Sul esta manhã após uma visita de três dias ao Japão, onde recebeu o apoio integral do primeiro-ministro Shinzo Abe para sua estratégia com a Coreia do Norte de manter "todas as opções sobre a mesa".

A relação de Trump com o presidente Moon Jae-in é, porém, consideravelmente mais fria, o que levantava preocupações.

- 'Vamos resolver tudo!' -

Nos últimos meses, a tensão aumentou a respeito do programa nuclear de Pyongyang, e o presidente americano trocou insultos e ameaças, inclusive de guerra, com o líder norte-coreano Kim Jong-un, um conflito que afetaria os 10 milhões de habitantes da Coreia do Sul.

Neste contexto, alguns especialistas temiam as possíveis declarações intempestivas do presidente americano, não apenas em relação a Pyongyang, mas igualmente a Moon. Em setembro, Trump criticou a política sul-coreana em relação ao país do norte, chamando-a de "apaziguamento".

O comentário caiu mal no palácio presidencial de Seul, por comparar Moon, implicitamente, a Neville Chamberlain, idealizador da política britânica de apaziguamento com Adolf Hitler no fim dos anos 1930.

Antes mesmo de chegar à península, porém, Trump tuitou: "Preparando-me para viajar à Coreia do Sul e encontrar com o presidente Moon, um cavalheiro distinto".

"Vamos resolver tudo!", completou.

O avião presidencial Air Force One pousou às 12h30 (1h30, de Brasília) na base aérea de Osan, na região de Seul, onde o presidente e sua mulher, Melania, foram recebidos pela ministra sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha.

"No final, tudo vai dar certo" a respeito da Coreia do Norte, prometeu Trump em Camp Humphreyrs, base dos 28.500 militares americanos estacionados na Coreia do Sul, 90 quilômetros ao sul de Seul.

"Vamos encontrar uma solução, temos que encontrar uma solução", completou Trump.

- 'Verdadeiro amigo' -

Moon - cujos pais foram retirados do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-1953) por um navio americano - celebrou a relação histórica de seu país com Washington.

"Dizem que conhecemos um verdadeiro amigo nos momentos de necessidade", declarou a Trump.

Washington "é um verdadeiro amigo, que esteve conosco e derramou seu sangue ao nosso lado quando precisamos", acrescentou.

Apesar das palavras, a população sul-coreana se mostra dividida a respeito de Donald Trump: nas ruas, houve manifestações contra e a favor do presidente americano.

"Suas 'bombas retóricas' dizem tudo", afirma um editorial publicado pelo jornal The Korea Times.

"Por mais que os coreanos permaneçam tranquilos diante da guerra de palavras entre Trump e Kim, nós apreciamos nossas vidas, assim como os americanos, e a perspectiva de uma guerra nos assusta", completa.

Depois de visitar Camp Humphreys e de se reunir com Moon na Casa Azul, sede da Presidência, Trump participará de um jantar de Estado com música ao vivo, que incluirá artistas tradicionais e intérpretes pop.

Na quarta-feira, ele discursará no Parlamento, mas não foi incluída na agenda uma visita à Zona Desmilitarizada que divide a península - algo que Washington descartou por considerar um "clichê".

Outra questão sensível a ser discutida é o acordo de livre-comércio entre Seul e Washington, que Donald Trump ameaçou abandonar por ser um tratado "horrível" e "assassino de empregos".

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AFP