O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (11) a renúncia de seu secretário interino de Segurança Interna (DHS), Kevin McAleenan, que se torna o último de uma longa lista de funcionários a abandonar seu governo.

"Kevin McAleenan realizou um trabalho fantástico", tuitou o presidente americano. "Após muitos anos no governo, Kevin poderá passar mais tempo com a família e ir para o setor privado", acrescentou, destacando que na próxima semana será anunciado o nome de seu substituto.

McAleenan - que assumiu o comando da DHS em abril após a saída de Kirstjen Nielsen - usou o Twitter para agradecer Trump.

"Com seu apoio nos últimos seis meses, fizemos um grande esforço para mitigar a segurança nas fronteiras e a crise humanitária que enfrentamos este ano", disse.

Trump decretou uma política de "tolerância zero" com a imigração irregular em 2018 e fez da luta contra a entrada de imigrantes ilegais um eixo de seu governo e uma mensagem central de sua campanha pela reeleição.

Apesar dessa política - que no ano passado incluiu a separação de 2.300 crianças de seus pais imigrantes e teve que ser suspensa após uma onda de indignação - em maio, cerca de 144 mil pessoas que foram detidas ou detectadas cruzando a fronteira de maneira irregular.

Após esse período, quando se registrou o maior índice de imigrantes ilegais dos últimos 13 anos, os Estados Unidos assinaram acordos questionados com México, Guatemala, Honduras e El Salvador para conter a migração irregular. Como efeito, os números caíram para 52 mil em setembro passado.

Na segunda-feira, McAleenan foi impedido de fazer um discurso na Faculdade de Direito de Georgetown, quando três grupos de estudantes e ativistas levantaram faixas com a mensagem "Estamos com os imigrantes" e recitaram os nomes de crianças migrantes mortas nos últimos anos sob custódia das autoridades de fronteira.

Os congressistas democratas denunciaram as condições "horríveis" dos centros de detenção e a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse em julho que ficou "chocada" com as condições de detenção de imigrantes nos Estados Unidos.

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