Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Trump e Xi Jinping cumprimentam-se durante um evento de negócios em Pequim

(afp_tickers)

O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (9), em Pequim, a assinatura de acordos comerciais no valor de mais de 250 bilhões de dólares, que poderão ajudar a reequilibrar o comércio entre China e Estados Unidos.

Assinados durante a primeira visita de Trump à China, esses acordos foram anunciados com grande pompa durante uma cúpula com seu homólogo chinês, Xi Jinping, no Palácio do Povo.

Eles englobam os setores energético, aeronáutico, agroalimentar e eletrônico. O montante total (253,4 bilhões de dólares) é excepcional e, entre os grandes beneficiários, estão os gigantes americanos Boeing, DowDuPont, Caterpillar e Qualcomm.

Muito sorridente, Trump - que, durante sua campanha presidencial fez dos superávits comerciais chineses seu bode expiatório - disse que "não critica em nada" Pequim.

"Não critico em nada a China. Depois de tudo, quem pode censurar um país que se aproveita de outro pelo bem de seus cidadãos?", afirmou.

A avalanche de acordos foi qualificada como "verdadeiro milagre" pelo ministro chinês do Comércio, Zhong Shan.

Mas, para o presidente na China do escritório APCO Worlwide, James McGregor, trata-se apenas "da antiga política: um dirigente chega e confere a si mesmo o mérito por uma série de acordos já em andamento, aos quais acrescenta outros para arredondar uma cifra enorme".

Pequim estendeu o tapete vermelho para Trump, que agora "poderá tuitar que é um formidável negociador", disse McGregor à AFP.

Já o professor Christopher Balding, da Universidade de Pequim, afirma que, para além das cifras, "a maioria dos anúncios se refere a protocolos de acordo, mais do que a contratos firmes, por isso, cabe se perguntar o que realmente vai se concretizar".

- Gás no Alasca -

Alguns acordos são, contudo, "bastante substanciais", acredita McGregor.

Assim, no momento em que Pequim quer diversificar suas fontes de hidrocarbonetos, três organismos estatais - entre eles, o fundo CIC - fecharam um acordo para explorar jazidas de gás natural líquido (GNL) no Alasca, com até 43 bilhões de dólares de investimento previsto.

Isso poderia reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos em 10 bilhões de dólares por ano, segundo o estado do Alasca.

Segundo observadores, no entanto, essa onda de acordos reequilibrará a balança comercial americana apenas marginalmente e não vai ajudar a reduzir o protecionismo da China - muito criticado por Washington.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial da China e têm um déficit da balança anual de cerca de 350 bilhões de dólares, segundo fontes americanas.

Entre os demais anúncios, está um acordo entre a fabricante americana de material de construção Caterpillar e a gigante chinesa Energy para a venda de equipamentos de mineração, mas não foram divulgados mais detalhes financeiros.

Já o fabricante de semicondutores Qualcomm assinou acordos com três grandes produtoras de smartphones chinesas, Xiaomi, Oppo e Vivo, e garante que poderá lhes vender, em três anos, 12 bilhões de dólares em microchips.

A gigante americana Boeing acertou um acordo de venda de 300 aviões por um preço de catálogo total de 37 bilhões de dólares, mas não foi especificado se todos esses pedidos são novos.

A China é o segundo mercado aeronáutico mundial, e a Boeing considera que o país vai precisar de 7.240 aviões comerciais nos próximos 20 anos.

A DowDuPont, do setor agroquímico, assinou um acordo com a startup de bicicletas compartilhadas Mobike para desenvolver materiais mais rápidos.

Por fim, no setor agroalimentar, a JD.com, especialista chinesa em comércio digital, comprometeu-se a adquirir 2 bilhões de dólares em produtos dos Estados Unidos nos próximos três anos. Desta soma, 1,2 bilhão de dólares corresponde à compra de carne da associação pecuarista de Montana.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP