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O presidente americano, Donald Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que irá autorizar a publicação de milhares de novos documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy mantidos em segredo por várias décadas.

"Sob reserva do recebimento de informações adicionais, vou autorizar, como presidente, que sejam abertos os arquivos classificados e há muito tempo bloqueados de JFK”, escreveu Trump no Twitter.

Cerca de cinco milhões de documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy, provenientes principalmente dos serviços de inteligência, da polícia e do Departamento de Justiça, são mantidos em Washington, atrás dos muros dos Arquivos Nacionais.

A grande maioria, 88%, já foi revelada ao público, de acordo com esta instituição e 11% foram publicados após uma edição.

Na quinta-feira, 3.100 documentos que nunca foram divulgados ao público poderão finalmente ser publicados, de acordo com a imprensa americana, bem como a versão completa de dezenas de milhares de documentos que foram editados.

Momento fundamental na história dos Estados Unidos, o assassinato em 22 de novembro de 1963 do jovem presidente em Dallas, no Texas, alimenta teorias da conspiração há décadas. Alguns duvidam que o atirador, Lee Harvey Oswald, seja o único responsável.

As teorias da conspiração ganharam novo fôlego após o lançamento do filme "JFK" de Oliver Stone em 1991.

Diante do debate público, uma lei foi assinada em 1992, exigindo a publicação de todos esses documentos, com a manutenção do sigilo de uma parte deles até o prazo de 26 de outubro de 2017.

O presidente dos Estados Unidos ainda pode decidir manter alguns segredos, por razões de segurança. Uma opção que Donald Trump mantém em seu tuíte.

Citando membros da administração, o jornal Politico indicou na sexta-feira que Donald Trump estava sob pressão, principalmente da CIA, para bloquear a publicação de alguns desses documentos, especialmente aqueles que datam da década de 1990, porque poderiam expor agentes e informantes da CIA e do FBI ainda ativos.

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AFP