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O presidente americano, Donald Trump, chega ao Aeroporto de Orly, sul de Paris, em 9 de novembro de 2018.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou na noite desta sexta-feira, ao chegar a Paris, as declarações "muito insultantes" de seu homólogo francês, Emmanuel Macron, sobre a criação de Forças Armadas europeias.

"O presidente Macron acaba de sugerir que a Europa crie seu próprio Exército para se proteger de Estados Unidos, China e Rússia", tuitou, enquanto o avião presidencial aterrissava.

"Muito insultante, mas talvez a Europa deva antes pagar sua parte na Otan, que os Estados Unidos subvencionam amplamente!".

Macron e Trump têm um encontro agendado para a manhã deste sábado, no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

Esta é a segunda visita de Trump à França desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2017. Neste mesmo ano, em 14 de julho, o líder americano assistiu o desfile militar que a cada ano a França organiza no dia de sua festa nacional.

Em seu tuíte, Trump parece comentar as declarações realizadas na terça-feira passada por Macron, que defendeu a criação de "um verdadeiro Exército europeu" para melhor proteger a Europa.

"Não protegeremos os europeus se não decidirmos ter um verdadeiro Exército europeu", disse o presidente francês, citando a ameaça de "China, Rússia e inclusive dos Estados Unidos".

A União Europeia não tem Forças Armadas, mas o tema é recorrente e delicado, já que envolve a soberania dos diversos Estados europeus.

Em 2019 foi acertado um Fundo Europeu de Defesa para desenvolver as capacidades dos Estados e promover a independência estratégica do bloco.

A França iniciou em paralelo com oito sócios europeus e independentemente da Otan um grupo de intervenção destinado a realizar rapidamente operações militares e assistência em caso de desastre.

Ao deixar a Casa Branca para viajar a Paris, Trump havia adotado um tom muito mais conciliador, avaliando que teria um final de semana "magnífico".

"Teremos muitos mais países", declarou o presidente sobre o efeito de sua presença em Paris.

Trump participará no domingo, ao lado de 60 chefes de Estado e de governo, de uma cerimônia no Arco do Triunfo em Paris na qual Macron discursará.

Durante o final de semana visitará os cemitérios americanos de Bois Belleau, 100 km a leste de Paris, e de Suresnes, no subúrbio da capital francesa.

Trump costuma atacar os líderes dos países aliados, como já fez com o premier canadense, Justin Trudeau; a primeira-ministra britânica, Theresa May, e a chanceler Angela Merkel.

Até a noite desta sexta-feira o Palácio do Eliseu não havia reagido às críticas de Trump.

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AFP