AFP

(Arquivo) O presidente americano, Donald Trump

(afp_tickers)

O presidente americano, Donald Trump, criticou nesta terça-feira uma Corte de Apelações por ter confirmado a suspensão do seu decreto migratório, um novo revés contra a medida, acusada de discriminação contra os muçulmanos, mas defendida em nome do combate ao terrorismo.

"Bem, como esperado, (a Corte de Apelação) do 9º Circuíto fez isso de novo - Se opôs à INTERDIÇÃO DE VIAGEM em um momento tão perigoso na história do nosso país. S.C", escreveu Donald Trump no início da manhã no Twitter.

A Corte de Apelação de São Francisco confirmou na segunda-feira a suspensão do seu decreto migratório decidida por um tribunal federal do Havaí. A Corte considera, em particular, que o presidente não demonstrou de modo suficiente que a entrada de cidadãos dos seis países visados pelo decreto de população majoritariamente muçulmana (Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen) "prejudicam os interesses dos Estados Unidos".

O presidente, apresenta a medida como necessária para combater o terrorismo e acionou no início de junho a Suprema Corte, a principal instância judiciária americana. Ele, aparentemente, fez referência nesta terça a este recurso com as letras "S.C." (Supreme Court em inglês) no final do seu tuite.

No final de janeiro, a primeira versão do decreto, com o qual Donald Trump queria fechar temporariamente as fronteiras dos Estados Unidos a todos os refugiados e cidadãos de sete países predominantemente muçulmanos, causou uma onda de choque no mundo e caos nos aeroportos americanos.

A sua aplicação foi suspensa em 3 de fevereiro por um juiz federal de Seattle. A segunda versão do decreto - reduzido para seis países sem o Iraque - também foi bloqueada pela justiça.

Desde o início desta batalha legal, Donald Trump criticou em várias oportunidades as decisões judiciais, às vezes com grande virulência.

AFP

 AFP