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O presidente Donald Trump declarou a crise dos opioides nos Estados Unidos uma emergência nacional de saúde pública

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O presidente Donald Trump declarou, nesta quinta-feira, a crise dos opioides nos Estados Unidos uma emergência nacional de saúde pública, e prometeu intensificar a luta contra essa epidemia, que mata mais de 150 americanos todos os dias.

"Nós podemos ser a geração que vai acabar com a epidemia de opioides", disse Trump em um evento na Casa Branca, que contou com a presença de ex-dependentes, pais de vítimas de overdose e especialistas em tratamento.

"Levará muitos anos, ou até décadas, para resolver esse flagelo em nossa sociedade", mas "trabalhando juntos vamos vencer essa epidemia de opioides", afirmou Trump.

"Nós vamos libertar nossa nação do terrível mal do abuso de drogas", acrescentou.

Trump disse que a agência federal de alimentos e medicamentos (FDA) já solicitou que um "opioide de risco especialmente alto", que ele não nomeou, seja retirado do mercado imediatamente.

Ele também ameaçou apresentar "alguns processos muito importantes contra pessoas e empresas que estão machucando o nosso povo".

O presidente não mencionou empresas específicas, mas disse que as ações contra elas começarão "muito em breve".

Trump afirmou que abordará a questão do fentanil - um opioide sintético culpado por muitas das mais de 60.000 mortes de overdose por ano nos Estados Unidos e produzido na China - com o presidente Xi Jinping quando ele visitar Pequim, no final deste ano.

"Vou mencionar isso como uma prioridade máxima e ele fará algo sobre isso".

Desde que se tornou presidente, em janeiro, Trump prometeu repetidamente declarar uma "emergência nacional" para combater o abuso de opioides, como Percocet, OxyContin, heroína e fentanil.

Em vez de declarar a epidemia de opioides uma "emergência nacional", porém, o presidente anunciou nesta quinta-feira que estava ordenando uma "emergência nacional de saúde pública".

Uma emergência nacional dá aos estados acesso a fundos federais de socorro em desastres, mas altos funcionários do governo disseram que uma declaração de emergência de saúde pública era mais apropriada na luta contra uma crise de longo prazo, como a epidemia dos opioides.

A declaração não fornece nenhum financiamento federal adicional para enfrentar a crise, mas as autoridades disseram que a Casa Branca buscará mais dinheiro para isso com o Congresso.

A declaração de emergência de saúde pública dura 90 dias e pode ser renovada repetidamente.

- Última emergência de saúde pública em 2009 -

Ao anunciar a iniciativa, Trump contou a história de seu falecido irmão mais velho, Fred, que ele disse que teve uma "vida muito dura por causa do álcool".

"Ele me dizia: 'não beba'", revelou Trump. "E eu o escutei. Até hoje eu nunca tomei uma bebida".

A declaração de emergência permitirá que o Departamento de Trabalho, por exemplo, forneça subsídios de trabalhadores deslocados a viciados em opioides para ajudá-los a quebrar o "ciclo de vícios e desemprego", disse um funcionário.

Também proporcionará um maior acesso ao tratamento por telemedicina para pessoas em áreas rurais, como Appalachia e Rust Belt, que foram particularmente atingidas pela crise dos opioides.

A última vez que uma emergência de saúde pública foi declarada nos Estados Unidos foi em 2009, em resposta ao surto de gripe H1N1.

Uma comissão designada por Trump para investigar o vício e abuso de drogas vai enviar seu relatório final na semana que vem, e o presidente disse que outras medidas serão tomadas com base em suas recomendações.

Segundo a comissão, que é liderada pelo governador de Nova Jersey, Chris Christie, 142 americanos morreram diariamente de overdose em 2015, superando o número de óbitos em acidentes de trânsito e crimes com armas de fogo combinados.

Dois terços destas mortes por overdose em 2015 foram decorrentes do uso de opioides como Percocet, OxyContin, heroína e fentanil, revelou a comissão.

Os analgésicos prescritos e a heroína contribuíram para cerca de 60.000 mortes por overdose nos Estados Unidos em 2016, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, de acordo com uma estimativa compilada pelo The New York Times.

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AFP