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O presidente americano, Donald Trump, participa de reunião na sede da ONU, em Nova York

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Em sua estreia na ONU, nesta segunda-feira (18), o presidente americano, Donald Trump, criticou a "burocracia" que paralisa a organização, embora tenha destacado seu "grande potencial", além de defender reformas.

"A ONU deve se concentrar mais nas pessoas e menos na burocracia" e buscar "resultados", defendeu Trump, que lidera uma ofensiva para reformar a organização.

"A Organização das Nações Unidas foi fundada com metas verdadeiramente nobres", disse.

Mas, "nos últimos anos, não atingiu seu potencial devido à burocracia e à má administração", apontou Trump, que há cerca de um ano chegou a afirmar que a organização funcionava como um "clube para que as pessoas se encontrem, conversem e passem bons momentos".

- Redução de recursos -

Os Estados Unidos são o principal financiador dessa organização criada no final da Segunda Guerra Mundial, mas Trump ameaça reduzir drasticamente esses fundos. Hoje, os EUA contribuem com 28,5% do orçamento das operações de paz, de 7,3 bilhões de dólares, e com 22% dos 5,4 bilhões do orçamento que mantém a ONU funcionando.

Para o secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, a medida criaria "um problema insolúvel" para a instituição.

Segundo alguns diplomatas, por exemplo, uma redução pela metade do orçamento do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), que depende em 40% da contribuição americana, ficaria inoperante.

"Nenhum Estado-membro deveria ser sobrecarregado desproporcionalmente com responsabilidade - militar, ou financeira", alegou Trump, sentado entre Guterres e a embaixadora americana na Casa, Nikki Haley.

Haley foi uma das principais responsáveis pelo corte de 600 milhões de dólares no orçamento das missões de paz da ONU este ano.

Na sexta-feira, a embaixadora americana destacou que 126 países apoiam a declaração apresentada pelos Estados Unidos em defesa de uma reforma da ONU.

Hoje, pouco antes da fala de Trump, Nikki convocou os demais 67 a fazerem o mesmo, enquanto Guterres destacou que a ONU já trabalha em uma agenda de reformas "amplas e audaciosas", prometendo "fazer mais pelos povos e menos em termos de procedimento".

França e Rússia reagiram friamente à iniciativa dos Estados Unidos, preocupados com o fato de a primeira potência mundial se concentrar mais em reduzir o orçamento do que em melhorar a eficiência da ONU.

- Coreia, Venezuela, Irã e Mianmar -

Nesta terça-feira (19), na Assembleia Geral anual da ONU, na presença de cerca de 130 líderes mundiais, dominada pela escalada nuclear e balística da Coreia do Norte, pelo acordo nuclear com o Irã e pela situação dos muçulmanos rohingyas em Mianmar, Trump volta a tomar a palavra, agora em frente ao famoso mármore verde.

Todos os olhos estarão voltados para o imprevisível presidente dos Estados Unidos, para ver como ele combina sua política "America First" (América Primeiro) com o multilateralismo defendido pela ONU.

Trump se reúne nesta segunda com o presidente francês, Emmanuel Macron - que também fará seu début na Assembleia Geral amanhã -, e com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.

No encontro com Trump, espera-se que tanto Macron quanto Netanyahu tratem do futuro acordo nuclear iraniano, firmado em 2015. Enquanto a França o defende como "essencial", Israel quer derrubá-lo.

Trump ameaça pôr fim ao pacto, "o pior acordo já negociado", segundo ele.

A agenda do presidente americano inclui um jantar com vários líderes da América Latina - entre eles o presidente Michel Temer e os presidentes da Colômbia e da República Dominicana, assim como a vice-presidente da Argentina - para tratar da crise política na Venezuela.

Os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte também estarão na agenda. Os chanceleres devem debater o reforço de sanções contra Pyongyang durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre a não-proliferação, na quinta-feira (21).

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, será o anfitrião de um encontro sobre a campanha militar em Mianmar. A ofensiva do Exército de Naypyidaw foi descrita pelos EUA como "limpeza étnica", depois que mais de 400 mil muçulmanos rohingyas foram obrigados a deixar seus lares.

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AFP