Trump determina revisão de regulamentações financeiras nos EUA

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Donald Trump (direita) conversa com seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira a revisão das regulamentações financeiras adotadas após a crise de 2008, e disse que na próxima quarta-feira fará um "grande anúncio" sobre a prometida reforma fiscal.

O ponto-chave desta revisão será a chamada lei Dodd-Frank, homologada pelo presidente Barack Obama após a crise financeira para monitorar as empresas consideradas "demasiado grandes para quebrar".

Trump, que prometeu desmantelar esta lei por considerá-la um "desastre", afirma que ela encarece o crédito para as empresas.

A lei Dodd-Frank foi sancionada em 2010 com o objetivo de se evitar que as empresas americanas realizem apostas perigosas, como o banco Lehman Brothers, que quebrou.

Para Trump, foram exatamente as regulamentações da administração Obama "que impediram a responsabilização das empresas em Wall Street". "Estas regras consagraram exatamente o conceito de 'demasiado grandes para quebrar' e estimularam as condutas de risco".

Trump firmou três decretos para examinar normas financeiras no departamento do Tesouro, onde chegou caminhando a partir da Casa Branca.

"Estamos aqui para continuar a grande recuperação econômica", disse Trump, destacando que suas decisões beneficiarão os "trabalhadores e os contribuintes".

O presidente declarou ainda que na quarta-feira fará "um grande anúncio" sobre a reforma fiscal que prometeu durante a campanha eleitoral.

Após as declarações de Trump, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, advertiu para o risco de se abandonar certas regulamentações adotadas após a crise de 2008.

"Há alguns aspectos da lei Dodd-Frank que, se forem retirados, poderão ter sérias consequências para a economia", disse Fischer em entrevista à rede CNBC

"Parece que nos esquecemos que houve uma crise financeira causada pelo comportamento dos bancos (...) e que causou danos consideráveis à economia. Milhões de pessoas perderam seus empregos, suas casas", recordou Fischer.

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