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O presidente americano, Donald Trump, em Washington DC, em 20 de junho de 2017

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que não possui gravações de suas conversas reservadas com o ex-diretor do FBI, James Comey, apesar de ter sugerido que possuía "fitas" desses diálogos.

"Não tenho ideia se existem 'fitas' de minhas conversas com James Comey, mas não as fiz e não tenho gravações", afirmou Trump no Twitter.

Ao demitir Comey do cargo de diretor do FBI, no início de maio, o próprio Trump utilizou o Twitter para enviar ameaça indireta afirmando que ele mantivesse o silêncio, e sugerindo que poderia ter gravações das conversas entre ambos.

"James Comey faria bem em assegurar-se que não existam 'gravações' de nossas conversas antes de começar a fazer revelações à imprensa!", escreveu Trump em 12 de maio, só três dias depois da demissão.

A controversa publicação foi interpretada, em geral, como uma ameaça ao ex-diretor do FBI.

Posteriormente, Comey revelou à imprensa exclusivos memorandos internos sobre diversas discussões com Trump, nos quais ele menciona uma pressão inadequada de Trump em relação às investigações sobre uma investigação.

- Tentativa de desviar investigação -

O ex-diretor do FBI era responsável pela análise da interferência russa nas eleições americanas de 2016, e a investigação estava concentrada no general Michael Flynn, nomeado por Trump para ser seu conselheiro de Segurança Nacional.

De acordo com Comey, Trump pediu-lhe que se "esquecesse" de Flynn, uma atitude que pode ser considerada uma clara tentativa de obstrução da justiça.

Comey relatou essa versão em uma audiência com senadores na qual chegou a declarar: "Oh, Deus, espero que essas fitas existam".

Desde o polêmico tweet de Trump, diversos deputados chegaram a pedir explicações formais à Casa Branca, para que negue a existência delas ou as divulgue. O prazo para a Casa Branca se manifestar acabava nesta sexta-feira.

No começo deste mês, em uma cerimônia na Casa Branca, Trump teve a chance de encerrar a polêmica, mas ele preferiu manter o suspense.

"Vocês vão ter que esperar mais um pouco. E vão ficar muito desapontados com a resposta", disse à imprensa.

Nesta quinta, a porta-voz adjunta da Casa Branca, Sarah Huckabee, disse que o presidente não se arrepende do tuíte que gerou essa polêmica.

Questionada sobre o motivo por que Trump demorou 41 dias para desmentir o mal-entendido que provocou, Huckabee se limitou e dizer que "as declarações no Twitter são bem claras e eu não tenho mais nada a dizer sobre isso".

AFP