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O presidente americano, Donald Trump, durante reunião em Washington DC, em 16 de outubro de 2017

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que o fim do acordo nuclear com o Irã é "uma possibilidade real", três dias após anunciar que não certificaria o cumprimento dos compromissos por parte de Teerã.

"Em me sinto bem pelo que fiz. Estou cansado de que se aproveitem de mim", disse à imprensa em alusão ao acordo de 2015, que visa a evitar que o Irã desenvolva uma bomba atômica, antes de uma reunião de seu gabinete na Casa Branca.

"Pode haver um fim completo do acordo, é uma possibilidade real", declarou Trump, acrescentando que uma nova fase começa e que pode ser "muito positiva".

"Veremos o que vai acontecer", acrescentou.

Trump considera que o acordo assinado entre o Irã e as potências do grupo 5+1 - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha - foi uma conquista dos "excelentes negociadores" iranianos.

Mas sua posição contrasta com a do bloco europeu, que cerrou fileiras em defesa do pacto, um marco "importante na luta contra a proliferação" atômica, nas palavras, nesta segunda-feira, do chanceler francês, Jean-Yves Le Drian.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, anunciou que viajará "no começo de novembro" para Washington para convencer os congressistas a não se retirar deste acordo histórico, negociado durante mais de uma década.

Os aliados europeus, alarmados, advertiram que as palavras de Trump "poderiam afetar negativamente a possibilidade de abrir negociações ou abrir inclusive espaço para negociações" com a Coreia do Norte, segundo Mogherini.

"Se já não respeitar este compromisso, como querem persuadir a Coreia do Norte de se sentar ao redor de uma mesa para encontrar uma solução?", questionou-se o chanceler luxemburguês, Jean Asselborn.

- "Um acordo horrível" -

Trump insistiu, no entanto, em que as autoridades iranianas "negociaram um acordo fantástico para eles, mas um acordo horrível para os Estados Unidos".

O presidente do Irã, Hassan Rohani, lembrou na sexta-feira passada que o pacto "não é modificável" e que "não se pode agregar a ele nenhum artigo", além de que "não é um acordo bilateral".

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que até o momento o governo iraniano cumpre com seus compromissos, razão pela qual a negativa de Trump a certificar o acordo abre um período de grande incerteza.

O Congresso americano tem agora 60 dias para voltar a impor ou não as fortes sanções econômicas contra Teerã, suspensas em 2016, conforme o previsto no acordo.

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AFP