O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira que pode considerar estender o prazo estabelecido para negociar um acordo comercial com a China para além de 1º de março para dar fim à guerra tarifária.

"Sim, estamos perto de um acordo (...), poderia me permitir adiar um pouco", afirmou Trump na Casa Branca. "Em termos gerais, não estou disposto a isso", acrescentou, contudo.

As declarações do presidente foram divulgadas no início da terceira rodada de negociações bilaterais nesta semana em Pequim para evitar, a partir de 1º de março, um aumento nas tarifas americanas sobre produtos chineses.

"A China quer necessariamente fazer um acordo" e "as coisas estão indo bem" nas negociações, disse Trump.

Embora ele tenha indicado que não há data planejada, disse que espera se encontrar "em algum momento" com o presidente chinês, Xi Jinping.

A disputa comercial entre as grandes potências do planeta gera temores de prejudicar o comércio mundial. Se até 1º de março Pequim e Washington não concordarem, as tarifas de 10% podem ser aumentadas para 25%.

A economia da China já mostra sinais de crescimento mais lento, enquanto nos Estados Unidos a guerra comercial prejudicou a confiança das empresas.

As tarifas retaliatórias impostas por Pequim aumentaram os custos e perderam competitividade para as empresas dos EUA.

Mas, além disso, a estratégia comercial agressiva da Trump não conseguiu reduzir substancialmente o déficit comercial bilateral, principal objetivo do presidente.

Diversas vezes Trump disse que a China é quem paga os custos das tarifas sendo que, de fato, essa carga acaba caindo sobre as empresas importadoras americanas.

Por outro lado, os economistas apontaram que boa parte do efeito da aplicação de tarifas para reduzir as importações foi compensada pela desvalorização da moeda chinesa, que torna seus produtos mais baratos para os importadores.

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