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(25 mai) O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker

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A acusação do presidente americano, Donald Trump, contra a política comercial dos alemães "maus", revelada pelo semanário "Der Spiegel", não foi tão "agressiva", afirmou nesta sexta-feira o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Eu não queria comentar, mas tenho que comentar", afirmou Juncker, quando perguntado sobre o que foi dito pelo presidente dos Estados Unidos durante uma coletiva de imprensa antes da abertura da cúpula do G7 em Taormina, na Sicília.

"Não é verdade que o presidente (Trump) tenha tido uma abordagem agressiva. Foi um problema de tradução. Ele não disse que os alemães se comportavam mal, ele disse que havia um problema. Não foi agressivo", garantiu Juncker.

Segundo Der Spiegel, Trump teria dito na quinta-feira durante seu encontro com Juncker e outros líderes europeus em Bruxelas: "Os alemães são maus, muito maus". "Vejam os milhões de carros que vendem nos Estados Unidos. Horrível. Vamos parar com isso".

O presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, que também participou da reunião em Bruxelas, afirmou por sua vez que ele "não gostaria de participar desta cultura de vazamentos" para a imprensa.

"Acredito que hoje a diplomacia precisa de encanadores profissionais em vez de diplomatas indiscretos", lançou na mesma coletiva de imprensa.

Trump disse que os alemães tinham "uma política comercial ruim, mas ele não tem nenhum problema com a Alemanha. Ele lembrou que seu próprio pai é de origem alemã", declarou o assessor econômico do presidente americano, Gary Cohn, entrevistado pouco antes da abertura formal da cúpula do G7.

Donald Trump e a chanceler alemã Angela Merkel participam da cúpula de Taormina. Os dois líderes apareceram sorridentes e relaxados esta manhã. Também sentaram-se lado a lado na primeira reunião dedicada ao terrorismo e questões internacionais.

As relações entre os Estados Unidos e a Alemanha tomaram um rumo um pouco tenso com a chegada na Casa Branca de Trump.

Antes de sua eleição, o então candidato republicano chegou a atacar a Alemanha e a própria Angela Merkel.

Fiel ao seu discurso anti-livre comércio, ele havia adotado um tom muito duro vis-à-vis os excedentes comerciais alemães, ameaçando introduzir tarifas alfandegárias em retaliação.

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