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O presidente boliviano, Evo Morales, em Bruxelas, em 8 de junho de 2017

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, considerou a advertência do presidente americano Donald Trump de aplicar sanções econômicas contra a Venezuela, caso seja realizada a Assembleia Constituinte convocada por Nicolás Maduro, como uma "conspiração econômica".

"Conspiração econômica de Trump é para intervenção e dominação do povo da Venezuela. Seu objetivo é se apropriar do petróleo", afirmou no Twitter Morales, que é um aliado leal político de Maduro. A Venezuela é um dos maiores produtores mundias de petróleo.

As "políticas do império são golpes de Estados, intervenções militares, massacreis e violação dos direitos humanos", completou.

O boliviano reagiu ao anúncio feito por Trump na última segunda-feira, em um comunicado de que os Estados Unidos vão tomar "medidas econômicas" se Maduro seguir adiante com seu projeto de Assembleia Constituinte, prevista para 30 de julho, e que, de acordo com a oposição, vai permitir que ele consolide "uma ditadura" no país.

O presidente da Bolívia também considerou uma "coincidência vergonhosa" a posição de Trump e de "alguns ex-presidentes latino-americanos" que questionam a administração venezuelana.

O comentário se refere aos ex-presidentes Jorge Quiroga (Bolívia), Andrés Pastrana (Colômbia), Laura Chinchilla e Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica) e Vicente Fox (México), declarados por Maduro "personas non grata", após participarem como observadores no plebiscito simbólico da oposição no último domingo, no qual 7 milhões de pessoas rechaçaram a Constituinte.

Após o resultado, a coalização Mesa de la Unidad Democrática (MUD) deu início à "hora zero", uma estratégia para precipitar um desfecho do conflito com a escalada dos protestos que começaram há quase quatro meses e deixam 96 mortos.

O mandatário boliviano indígena e de esquerda, no poder desde 2006, é aliado dos governos venezuelanos desde os tempos de Hugo Chávez.

AFP