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Trump nega conluio com a Rússia após novas revelações na investigação

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas críticas à investigação do promotor especial Robert Mueller

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O presidente dos EUA, Donald Trump, negou novamente neste sábado um conluio de sua campanha presidencial com a Rússia, evitando comentar alegações de que ele próprio teria organizado pagamentos para silenciar mulheres e evitar um escândalo sexual durante a eleição.

Trump usou o Twitter, seu meio de comunicação favorito, para tratar dos diversos documentos judiciais apresentados na sexta-feira pela exaustiva investigação do promotor especial Robert Mueller sobre a ingerência da Rússia na eleição de 2016.

"APÓS DOIS ANOS E MILHÕES DE PÁGINAS DE DOCUMENTOS (e um custo de mais de US$ 30.000.000), NÃO HÁ CONLUIO!", escreveu o presidente.

Embora os documentos não tenham apresentado evidências de conluio, ofereceram novas informações sobre a investigação de Mueller.

Os promotores federais relacionaram diretamente Trump nos esforços para comprar o silêncio de duas mulheres que alegaram ter tido casos com ele, e disseram que ele ordenou que seu então advogado Michael Cohen lhes oferecesse dinheiro para calá-las.

"Em relação a ambos os pagamentos, Cohen agiu com a intenção de influenciar a eleição presidencial de 2016", disseram os promotores.

"Particularmente, como o próprio Cohen já tinha admitido, em relação a ambos os pagamentos, agiu em coordenação e seguindo instruções do Indivíduo-1", acrescentaram, referindo-se a Trump.

Tecnicamente, os pagamentos não estão relacionados com a investigação sobre a Rússia, mas os promotores sugeriram uma imagem condenatória da "conduta criminal extensa, deliberada e séria" de Cohen, quando era membro do círculo de assessores de confiança de Trump.

Em agosto, Cohen se declarou culpado por violar a lei de financiamento de campanha em relação aos pagamentos.

"Cohen enganou o público eleitor ao ocultar supostos fatos que achava que teriam um efeito substancial na eleição", disseram os promotores.

- 'Sinergia a nível governamental' -

Em um relatório separado, Mueller disse que Cohen estava em contato com um cidadão russo desde novembro de 2015, meses antes de Trump formalmente ganhar a corrida presidencial, que teria tido "sinergia em nível governamental".

Esse cidadão russo dizia ter relação com o Kremlin e propôs, em várias oportunidades, uma reunião entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.

Essa pessoa disse que o encontro poderia ter um impacto "fenomental", "não apenas na dimensão política, mas também nos negócios", mas Cohen não compareceu, segundo Mueller.

Devido a sua ajuda "relevante" e "substancial", Mueller não pediu uma pena adicional para Cohen, mas o advogado ainda enfrenta quatro ou cinco anos de prisão.

O caso também ganhou novos contornos em relação ao ex-responsável pela campanha de Trump, Paul Manafort, condenado em agosto por fraude financeira e acusado de manipular depoimentos. Ele se declarou culpado de um segundo conjunto de acusações um mês mais tarde.

Os investigadores acusaram-no de ter dito várias "mentiras" para os investigadores: sobre seus contatos com funcionários da administração, mesmo depois de chegar a um acordo de colaboração; sobre o pagamento de uma dívida; e sobre sua interação com um suposto oficial de inteligência russo.

O descumprimento do acordo judicial poderia levar a uma pena de prisão mais dura do que a de 10 anos prevista para o consultor republicano.

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