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Controvertido ex-xerife pelo Arizona, Joe Arpaio (D), que apoiou a campanha de Donald Trump, ganhou perdão presidencial

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Donald Trump pediu ao secretário de Justiça, Jeff Sessions, que arquivasse o processo judicial contra o ex-xerife Joe Arpaio, conhecido por perseguir migrantes em situação ilegal que foi indultado pelo presidente republicano, informou o jornal The Washington Post.

Trump foi alertado que fechar o processo contra Arpaio, condenado por ignorar uma ordem judicial para deixar de prender imigrantes ilegais - a maioria de origem latina - poderia ser algo pouco apropriado, segundo o Post, que cita fontes cientes de conversas que o presidente manteve com Sessions.

O líder republicano decidiu deixar que o processo prosseguisse, mas que indultaria Arpaio caso necessário.

Importantes personalidades do Partido Republicano criticaram a postura de Trump, como o presidente da Câmara de Representantes, Paul Ryan, e os senadores pelo Arizona John McCain e Jeff Flake.

"Não compatilho desta decisão", explicou, em um comunicado, o porta-voz Ryan, Doung Andres.

A conversa de Trump e Sessions é mais uma evidência da incapacidade - ou falta de vontade - do magnata de manter distância entre a Casa Branca e o departamento de Justiça.

Em uma situação similar, houve a suposta tentativa de influenciar uma investigação federal sobre seu ex-conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, e, em outra, sua intenção de persuadir funcionários de alto nível para minimizar a possibilidade de complô entre sua equipe de campanha e a Rússia.

Joe Arpaio, de 85 anos, uma figura polêmica com reputação de ser "o xerife mais difícil dos Estados Unidos", obteve perdão presidencial, o primeiro desde que Trump assumiu o poder e que aparentemente não seguiu os protocolos regulares.

"Mantive o Arizona seguro!", tuitou o presidente, classificando como Arpaio como um "patriota".

Arpaio, que foi condenado no final de julho por ter violado o mandato de um juiz federal que proibiu sua patrulhas discriminatórias e devia ser sentenciado em outubro, evita assim a prisão depois do indulto presidencial.

Tanto Trump como Arpaio promoveram a teoria da conspiração de que o ex-presidente Barack Obama não havia nascido nos Estados Unidos e compartilham ideias a fim contra a imigração ilegal.

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AFP