O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu nesta quarta-feira que empresas americanas utilizem equipamentos de telecomunicações estrangeiros que coloquem em risco a segurança nacional, uma medida que parece visar a China.

Trump declarou "emergência nacional" para firmar o decreto, que atinge em particular o gigante chinês das telecomunicações Huawei.

O governo da China reagiu e afirmou que a decisão pode prejudicar ainda mais as relações centre os países.

"Pedimos aos Estados Unidos que interrompa suas ações incorretas (...) para evitar que provoque danos adicionais às relações econômicas e comerciais entre China e Estados Unidos", afirmou o porta-voz do ministério do Comércio, Gao Feng, em uma entrevista coletiva.

Gao afirmou que é contra medidas unilaterais contra qualquer entidade chinesa e que o governo adotará medidas para "salvaguardar o interesse legítimo de nossas empresas".

A Casa Branca disse que a decisão tem o objetivo de proteger o país "dos adversários estrangeiros que exploram cada vez mais as vulnerabilidades da infra-estrutura, dos serviços de tecnologia da informação e das comunicações nos Estados Unidos".

O decreto presidencial visa responder a "atos criminosos favorecidos pela Internet, incluindo espionagem econômica e industrial contra os Estados Unidos e sua população".

"Este governo fará o que for preciso para manter os Estados Unidos seguros e prósperos", disse nesta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders.

A Huawei reagiu declarando que "restringir as atividades da Huawei nos Estados Unidos não deixará o país mais seguro ou mais forte". "Ao contrário, só empurrará os Estados Unidos para alternativas inferiores e caras".

No final, os Estados Unidos ficarão "atrasados na área do 5G", a última geração de telefonia móvel, "o que penalizará as empresas e os consumidores americanos", declarou o grupo de Shenzhen.

"Estas restrições absurdas pisoteiam os direitos da Huawei e levantam outras questões jurídicas graves", declarou o grupo.

Diante da possibilidade de um decreto neste sentido, as autoridades chinesas já haviam denunciado o abuso de poder por parte de Washington para eliminar as empresas chinesas da livre concorrência.

"Há algum tempo os Estados Unidos abusam de seu poder para desacreditar deliberadamente as companhias chinesas e fazê-las retroceder a todo custo, o que não é justo ou respeitável", disse Geng Shuang, um porta-voz da diplomacia chinesa.

O funcionário acusou Washington de recorrer ao "pretexto da segurança nacional" para evitar que as companhias chinesas ganhem mercado nos Estados Unidos.

Com o secretário de Estado Mike Pompeo na linha de frente, os Estados Unidos realizam há meses uma ofensiva contra a Huawei, que acusam de espionar para Pequim.

Os Estados Unidos excluíram a Huawei dos projetos de tecnologia 5G em seu território e tentam convencer seus aliados ocidentais a fazer o mesmo, advertindo para os muitos riscos de espionagem por meio da quinta geração da Internet móvel.

"Empresas de telecomunicações chinesas como Huawei servem efetivamente como um braço de Inteligência do Partido Comunista chinês", declarou o senador republicano Tom Cotton. "A administração tem razão ao restringir o uso de seus produtos".

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