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(Arquivo) Foto tirada em 31 de maio de 2017 mostra o presidente americano, Donald Trump, em Washington DC

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O presidente americano, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira um projeto para privatizar o sistema de controle de tráfego aéreo nos Estados Unidos, em uma semana de alto risco para sua presidência.

A Casa Branca também anunciou outras reuniões dedicadas ao mesmo assunto para esta semana, que será marcada pela audiência na quinta-feira ante o Congresso do ex-diretor do FBI, James Comey, sobre a possível interferência russa na última eleição presidencial.

A primeira iniciativa do governo consiste em reformar o sistema de regulação aérea do país e outorgar a um novo organismo privado sem fins lucrativos a responsabilidade de garantir o tráfego aéreo nos Estados Unidos.

Atualmente, a Agência Federal da Aviação (FAA) é responsável por esta tarefa.

Trump assegurou durante um discurso na Casa Branca que os Estados Unidos vão entrar "numa nova era do setor aéreo", ressaltando que "é hora de agir".

"Durante muito tempo nosso país tolerou atrasos inaceitáveis ​​nos aeroportos, longas esperas nas pistas e comércio lento", acrescentou.

Suprimir este sistema no qual FAA é juiz e júri permitir, de acordo com a Casa Branca, modernizar o controle de tráfego aéreo, "reduzir os atrasos" dos voos, "economizar combustível" e melhorar a segurança.

Se a reforma for aprovada pelo Congresso, cerca de 30.000 controladores de voo americanos serão realocados dentro da nova entidade, que será exclusivamente financiada por contribuições das companhias aéreas.

O sindicato dos controladores de tráfego aéreo, o National Air Traffic Controllers Association, assegurou que compartilha o desejo de 'modernizar' o sistema, mas disse que espera para saber os detalhes da proposta antes de dar a sua aprovação.

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