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Casa Branca em Washington, no dia 18 de março de 2017

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O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira que não reativará o registro público de visitantes à Casa Branca, que esteve disponível na Internet na presidência de Barack Obama, invocando razões de segurança e confidencialidade.

Durante quase toda a presidência de Barack Obama, a lista de pessoas que entravam na Casa Branca -incluindo parlamentares, ministros, chefes de Estado, embaixadores e funcionários estrangeiros- podia ser encontrada na internet, através de um formulário de busca.

Apenas algumas exceções a essa regra eram permitidas, sobretudo para as visitas estritamente pessoais da família Obama ou por motivos de segurança nacional.

Esse registro era uma mina de informações para a mídia e para ONGs que examinam eventuais conflitos de interesses no Executivo.

Pouco depois da chegada de Donald Trump ao poder, em 20 de janeiro, essa base de dados tornou-se inacessível. E nesta sexta-feira a Casa Branca confirmou que não voltará a publicá-la on-line, argumentando que o registro público não é uma obrigação legal.

Segundo o Executivo, citado pela revista Time e pelo Washington Post, a decisão foi tomada em razão de "riscos importantes para a segurança nacional e questões de confidencialidade".

Uma associação de promoção da transparência da vida pública havia denunciado o governo Obama no começo de seu mandato para obter a publicação desse registro. A Casa Branca, então, aceitou voluntariamente o pedido, publicando pela primeira vez a lista de visitantes.

Este ano, várias associações entraram com uma ação judicial para forçar o governo a respeitar esse precedente, não somente no que se refere à Casa Branca como também à residência de Mar-a-Lago, na Flórida, onde Trump recebe regularmente visitantes, e na Trump Tower em Nova York.

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