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O primeiro-ministro turco Binali Yildirim em 16 de maio em Ancara

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A batalha para reconquistar Raqa, o reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria, começou há dois dias, afirmou o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, segundo a agência oficial Anadolu.

A declaração de Yildirim parece contradizer as afirmações de sábado da coalizão curdo-árabe, que luta contra os jihadistas, de que a operação militar final para expulsar o EI de Raqa "começaria em alguns dias".

"A planejada ofensiva contra Raqa começou em 2 de junho", depois que os Estados Unidos - que apoiam a coalizão curdo-árabe - informaram a Turquia sobre isto, disse Yildirim, sem revelar detalhes.

As Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança curdo-árabe apoiada pela coalizão liderada por Washington, organizam desde novembro a ofensiva para reconquistar a região de Raqa. Anunciaram que conseguiram cercar a cidade pelo norte e leste e agora se aproximam pelo oeste.

"Começaremos em alguns dias o ataque à cidade", declarou Jihane Sheikh Ahmed, porta-voz da operação "Escudo de Eufrates".

As FDS incluem grupos curdos, as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), que a Turquia considera "terroristas" porque estão vinculadas ao separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um dos grandes inimigos internos de Ancara.

A operação de Raqa é uma fonte de tensão entre Turquia e Estados Unidos pelo apoio de Washington às YPG, que inclui cobertura aérea, armas, e assessoria militar em terra.

Washington considera as YPG o grupo mais eficaz na luta contra o EI.

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