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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante coletiva em Nova Délhi, em 1º de maio de 2017

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou nesta sexta-feira que seu país continuará apoiando o Catar, apesar de a Arábia Saudita e seus aliados terem cortado relações com o emirado.

"Até agora não constatei que o Catar tenha apoiado o terrorismo", disse Erdogan em Istambul.

O presidente turco pediu que o "bloqueio" imposto ao Catar seja "totalmente suspenso" e exortou a Arábia Saudita a demonstrar sua liderança para alentar as boas relações na região.

"Tenho um pedido para o governo saudita: são o maior país do Golfo, o mais poderoso (...), deveriam dar sinais de fraternidade, deveriam unir todo mundo", acrescentou.

Erdogan ratificou uma lei adotada pelo Parlamento em Ancara na quarta-feira que prevê o destacamento de tropas em uma base turca no Catar, um gesto considerado como um apoio a Doha.

Erdogan, que defendeu esta lei, perguntou aos seus "amigos" do Golfo: "Por que não os incomoda a base americana e as dos outros países" presentes no Catar?

O presidente turco fez referência, assim, ao aeroporto utilizado pelos Estados Unidos em Al Udeid, a maior base americana no Oriente Médio, onde tem cerca de 10.000 militares.

A base aérea Al Udeid tem uma importância crucial para as operações militares americanas na região, em especial na batalha atual contra o grupo extremista Estado Islâmico.

O presidente turco ressaltou que seu país continuará ajudando o Catar mesmo que isso "incomode alguns".

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