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(2016) Partidário do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pisa em uma foto de Gülen, em Istambul

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O governo turco anunciou nesta segunda-feira que iniciou os trâmites para retirar a cidadania de 130 fugitivos, incluindo o clérigo Fethullah Gülen, acusado de planejar a tentativa de golpe de Estado de julho passado, bem como deputados pró-curdos.

Estes 130 cidadãos, que estão no exterior, serão privados de sua cidadania se não retornarem para a Turquia em três meses, indicou o ministério do Interior no Diário Oficial.

Além de Gülen, são alvos desta iniciativa dois deputados do principal partido pró-curdo da Turquia (HDP), Tugba Hezer Ozturk e Faysal Sariyildiz.

Gülen, apontado por Ancara como o idealizador do golpe de julho, reside desde o final de 1990 nos Estados Unidos

Após o fracasso da tentativa de golpe, as autoridades turcas lançaram uma série de expurgos em escala sem precedentes: cerca de 50.000 pessoas foram presas e mais de 100.000 destituídas ou suspensas de seus cargos.

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