O ultimato por escrito enviado na semana passada pelos Estados Unidos à Turquia pela compra de baterias de mísseis S-400 russos é "deslocado" e contrário ao "espírito da Aliança" Atlântica, afirmou o ministro turco da Defesa, Hulusi Akar.

Em entrevista por telefone com o chefe do Pentágono, Patrick Shanahan, Akar "insistiu na declaração deslocada e que não se ajusta ao espírito da Aliança", em alusão à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), do qual os dois países são membros, segundo comunicado do ministério da Defesa.

Shanahan enviou na sexta-feira uma carta ao seu contraparte turco dando um prazo até 31 de julho a Ancara para que renuncie à compra de sistemas de defesa russos S-400, uma aquisição que Washington considera incompatível com a participação de Ancara no programa do novo avião americano de combate F-35.

Se até esta data Ancara não tiver renunciado ao sistema S-400, os pilotos turcos que treinam atualmente nos Estados Unidos para operar os caças F-35 serão expulsos.

O pessoal turco do consórcio internacional que fabrica o F-35 será substituído e os contratos terceirizados atribuídos a empresas turcas para a fabricação destes caças serão cancelados no mesmo dia.

Os Estados Unidos exortaram em várias ocasiões a Turquia a escolher entre o sistema de defesa russo e os aviões de combate F-35, dos quais Ancara quer adquirir cem unidades.

Quatro destas aeronaves, projetadas para se comunicar em tempo real com os sistemas militares da Otan, inclusive os de defesa antimísseis, foram entregues à Turquia desde junho de 2018, mas permanecem nos Estados Unidos, oficialmente até que os pilotos turcos sejam capacitados.

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