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A rede social Twitter apresentou nesta terça-feira novas medidas para lutar contra as "contas abusivas" de "trolls" anônimos que contribuem para o assédio on-line.

"Tomamos medidas para identificar as pessoas que foram suspensas da rede de forma permanente para evitar que criem novas contas", disse o vice-presidente do Twitter a cargo da Engenharia, Ed Ho, em um comunicado.

As medidas "atacam de maneira mais eficaz as formas de comportamento mais comuns e mais danosas, como as contas que são criadas com o único propósito de atacar e assediar outras" contas, afirmou.

O Twitter foi elaborado para permitir as trocas saudáveis sobre temas públicos, mas a rede social também é usada como uma ferramenta para assediar ou "trollar" as pessoas através de contas anônimas.

O ex-diretor-geral do Twitter Dick Costolo reconheceu em 2015 que a rede social estava atrasada na luta contra os ataques online e que isso havia prejudicado o crescimento da plataforma.

"Fazer do Twitter um lugar mais seguro é nosso principal objetivo", assinalou Ho.

"Defendemos a liberdade de expressão e as pessoas poderem ver todas as opiniões sobre o mesmo tema. Mas isso é questionado quando as agressões e o assédio reprimem ou calam as vozes. Não vamos tolerar isto e estamos planejando novas medidas para evitar".

Os usuários do Twitter poderão fazer uma "busca segura" que não leve em conta os tuítes com 'conteúdo potencialmente sensível' ou das contas bloqueadas e fechadas", disse Ho.

Os engenheiros do Twitter trabalham também na identificação de "respostas potencialmente agressivas ou de qualidade pobre que influenciem as conversas mais relevantes".

Entretanto, estes tuítes abusivos permanecerão acessíveis se forem buscados.

As mudanças anunciadas serão implementadas "nas próximas semanas".

O Twitter enfrenta problemas como o tema do assédio desde sua criação em 2006, mas enfrentá-los é difícil porque os usuários da rede social podem criar uma conta anônima a partir de um simples e-mail.

AFP