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Após várias semanas de especulações, o Uber nomeou nesta terça-feira Dara Khosrowshahi, até agora à frente da Expedia, para ser o novo CEO do grupo

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Após várias semanas de especulações, o Uber nomeou nesta terça-feira Dara Khosrowshahi, até agora à frente da Expedia, para ser o novo CEO do grupo, em substituição a Travis Kalanick.

Ele terá a missão de recuperar a empresa, envolvida em uma série de escândalos e pressionada pelas perdas.

"Estamos encantados de anunciar que a diretoria escolheu, por unanimidade, Dara Khosrowshahi para ser nosso CEO", informou a empresa de transporte privado um comunicado enviado a seus funcionários.

O conselho e a direção do grupo "confiam que Dara será o melhor para conduzir o Uber em direção ao futuro", destaca a nota. "Temos a sorte de poder aproveitar a experiência, o talento e a visão de Dara"

O novo CEO visitará os funcionários na sede de San Francisco nesta quarta-feira e nas próximas semanas conhecerá os funcionários no exterior. Também pretende passar algum tempo com os motoristas.

O Uber fez a proposta ao executivo americano, de 48 anos e origem iraniana, no domingo, após negociações que também envolveram os nomes de Meg Whitman, da Hewlett-Packard Enterprise, e de Jeff Immelt, ex-CEO da General Electric, segundo a imprensa.

O presidente do conselho de vigilância da Expedia, Barry Diller, antecipou na segunda-feira que Khosrowshahi aceitara a oferta.

Travis Kalanick foi pressionado a abandonar o cargo pelos principais investidores do Uber, e acabou cedendo no final de junho.

Khosrowshahi comandava a Expedia desde 2005. Ele liderou a expansão da empresa, atualmente uma das agências de viagens mais importantes na internet, após várias aquisições.

Ele chegou aos Estados Unidos com 9 anos, quando sua família fugiu do Irã antes da revolução de 1979.

O novo comandante do Uber tem muito trabalho pela frente, já que a empresa registrou perdas de mais de 600 milhões de dólares no segundo trimestre.

Também terá que lidar com o futuro de Kalanick, que pediu demissão depois de ser acusado pelo fundo Benchmark Capital Partners, um dos grandes investidores da empresa, de manobrar para recuperar seu emprego.

Conhecido pelo caráter intempestivo, o fundador do Uber também é acusado de estimular uma cultura de empresa sexista e de assédio trabalhista.

Preocupado com o impacto negativo para a imagem da empresa, o Uber solicitou uma investigação que examinou principalmente a responsabilidade de Kalanick.

Paralelamente, o grupo enfrenta os protestos dos sindicatos de taxistas em vários países.

O Uber é avaliado em quase 70 bilhões de dólares, o que faz da empresa a maior start-up não cotada do mundo.

A imprensa indica, no entanto, que quatro fundos de investimento revisaram em baixa o valor de sua participação, o que reduz o valor do Uber.

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AFP