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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e comandantes militares no 23º aniversário da independência do país no centro de Kiev

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, denunciou neste domingo a "agressão" russa contra seu país durante a celebração do Dia da Independência, ao mesmo tempo que prosseguem os combates no leste separatista pró-Rússia.

Milhares de ucranianos se reuniram no centro de Kiev para acompanhar o desfile militar, o primeiro desde 2009. Em Donetsk, reduto dos separatistas, os insurgentes prepararam o próprio "desfile", com material militar roubado do exército ucraniano.

"Estou convencido de que a batalha pela Ucrânia, pela independência, será um sucesso", afirmou Poroshenko à multidão, em um discurso antes do desfile.

"A guerra chegou até nós por cima do horizonte, de onde nunca esperávamos" disse, em referência a Rússia.

"No século XXI, no centro da Europa, há uma tentativa flagrante de violar a fronteira de um Estado soberano sem declarar a guerra", disse.

"É como se o mundo tivesse retornado aos anos 30, às vésperas da Segunda Guerra Mundial".

Poroshenko prometeu destinar 40 bilhões de grivnas (quase três bilhões de dólares) para rearmar nos próximos três anos o exército.

O investimento é "apenas o início humilde" do renascimento do exército ucraniano, completou.

O dinheiro será usado para comprar aviões, navios e helicópteros, disse.

A multidão, com roupas tradicionais e bandeiras nos ombros, cantou o hino ucraniano ao mesmo tempo que era hasteada a bandeira da Ucrânia na praça da Independência, conhecida pelo nome de Maidan.

A praça foi o epicentro dos protestos dos manifestantes pró-Europa que resultaram na queda do presidente pró-Moscou Viktor Yanukovytch em fevereiro.

Enquanto o fervor patriótico dominava Kiev, os prosseguiam no leste separatista.

Em Donetsk, reduto dos separatistas pró-Rússia, um hospital foi atingido por um ataque que não deixou vítimas. Os poucos funcionários presentes conseguiram retirar as dezenas de pacientes. O necrotério e dois edifícios do hospital foram atingidos.

Os insurgentes pró-Rússia de Donetsk decidiram organizar o próprio desfile no dia nacional ucraniano, para exibir material militar roubado do exército da Ucrânia.

AFP