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(21 jul) Homem caminha com a família até uma escola da ONU em Beit Lahia que recebe refugiados internos

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A União Europeia pediu nesta terça-feira que Israel faça uma operação "proporcional" em Gaza, e que o Hamas "entregue as armas", no momento em que o conflito já deixou 620 mortos do lado palestino, a maioria civis, e 29 do lado israelense, incluindo 27 soldados.

"A UE pede a todas as partes que estabeleçam de boa fé um cessar-fogo imediato", indicou o Conselho dos Estados em um comunicado ao fim de uma reunião dos ministros europeus das Relações Exteriores.

A UE "condena os disparos de foguetes em direção a Israel por parte do Hamas", atos "criminosos e injustificáveis". O bloco pede ao Hamas o "fim imediato dessas ações e a renúncia à violência". "Todos os grupos terroristas em Gaza devem entregar as armas", acrescenta a UE, que "condena com veemência os apelos para que a população civil de Gaza se transforme em escudos humanos".

A UE condena também "a perda de centenas de vidas de civis, incluindo muitas mulheres e crianças".

"Reconhecendo o direito legítimo de Israel se defender dos ataques, a UE ressalta que a operação militar israelense deve ser proporcional e conforme as leis humanitárias internacionais".

A UE aponta também para a "necessidade de proteger os civis a todo momento". Ela está "particularmente consternada com o custo humano (...) em Shajaya", subúrbio a leste da Cidade de Gaza, onde mais de 70 pessoas morreram no domingo, e "profundamente preocupada com o rápido agravamento da situação humanitária".

"Todas as partes devem cumprir suas obrigações e permitir imediatamente acessos humanitários totais e seguros a Gaza para a distribuição urgente de ajuda", indicaram também os europeus.

Para eles, "a escalada trágica nas hostilidades confirma que a situação é insustentável na Faixa de Gaza".

"Deixando claro que reconhece as necessidades legítimas de segurança de Israel, a UE salienta a necessidade de iniciativas relacionadas à situação humanitária e socioeconômica em Gaza, pedindo novamente a "abertura imediata, duradoura e incondicional dos postos de passagem para ajuda humanitária, produtos comerciais e pessoas provenientes e em direção à Faixa de Gaza", em conformidade com as resoluções das Nações Unidas.

AFP