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Homem olha para ônibus em chamas em Caracas, em 13 de maio de 2017

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A União Europeia pediu nesta segunda-feira uma solução pacífica na Venezuela e chamou "todas as partes" a se abster "de cometer atos violentos", após seis semanas de protestos contra o presidente Nicolás Maduro que deixaram 38 mortos.

Em conclusões adotadas pelos chanceleres europeus, os 28 pedem que "todos os agentes políticos e as instituições da Venezuela trabalhem de forma construtiva em prol de uma solução para a crise", baseada no respeito aos direitos humanos e na separação de poderes.

Esta solução, que para a UE deve ser pacífica e democrática, passa "por fixar um calendário eleitoral" no país, "na libertação dos opositores políticos detidos e no respeito aos direitos constitucionais de todos os atores políticos a votar e participar de eleições".

A UE se pronunciou em várias ocasiões sobre a situação no país sul-americano desde o início, no dia 1º de abril, dos protestos contra o governo de Maduro, exigindo eleições gerais e que terminaram em distúrbios.

"A violência e o uso da força não resolverão a crise do país", afirmam os ministros das Relações Exteriores europeus, para quem "todos os incidentes violentos devem ser investigados" e "é preocupante o anúncio da ampliação e do reforço dos grupos civis armados".

Os chanceleres europeus não vão tão longe quanto a Eurocâmara, que no fim de abril condenou a "repressão brutal" na Venezuela e convocou a UE a apoiar o processo de mediação, mas ao mesmo tempo a estudar "outras medidas".

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