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UE anuncia aumento de fundos para investigar o novo coronavírus

(Da esquerda para a direita) Os comissários europeus Janez Lenarcic, Stella Kyriakides e Thierry Breton conversam com o ministro de Saúde da França, Olivier Veran, na reunião sobre o coronavírus COVID-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. março 2020 - 10:21
(AFP)

A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (6) que disponibilizará € 37,5 milhões adicionais para a investigação de uma vacina contra o novo coronavírus, em um momento em que o bloco discute formas de conter a propagação da doença.

"Com o valor adicional (...) a Comissão eleva para € 47,5 milhões os fundos de emergência que disponibilizou a partir de janeiro para o combate da epidemia de COVID-19", anunciou a instituição em comunicado.

Desde o aparecimento da epidemia no final de ano na China, mais de 100 mil pessoas foram infectadas com o novo coronavírus, das quais 3.406 perderam a vida em 91 países e territórios, segundo o último balanço feito pela AFP, nesta sexta-feira, às 12h no horário de Brasília.

Fora da China continental, a área mais afetada que registrou 80.552 casos e cerca de 3.042 mortos, dois países europeus estão entre os mais afetados: Itália (3.858 casos, 148 mortos) e a França (577 casos, 9 mortos).

No continente europeu, foram registrados até às 12h (horário de Brasília), nesta sexta, 6.284 infectados e 165 mortos.

Os ministros da Saúde da UE comentaram a respeito da necessidade de coordenação entre os 27 países, em uma reunião na qual criticaram países como a Alemanha, que proibiu a exportação de material de proteção contra o coronavírus.

"Não é o momento para a adoção de medidas que podem ser contrárias à solidariedade entre os países europeus", indicou a ministra belga da Saúde, Maggie De Block.

"Todos os países precisam de material de proteção".

A Alemanha proibiu a exportação de material de proteção, principalmente máscaras. A República Tcheca tomou uma decisão similar na quinta em relação às máscaras e, em menor medida, aos produtos desinfetantes.

O ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, explicou que decretaram essa proibição para "colocar um fim" à situação do mercado de máscaras.

"Mas a solidariedade com os países vizinhos existe aqui", acrescentou.

"Começamos a perceber um aumento no preço de determinados materiais e revenda em mercados secundários", disse o seu par francês, Olivier Véran, que foi um dos países que solicitou as máscaras.

Segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle das Doenças (ECDC), haverá dificuldades no abastecimento de máscaras por causa da falta de produção chinesa.

Em fevereiro, a Comissão europeia anunciou a organização de uma força conjunta, na qual participariam 20 países. A comissária da Saúde, Stella Kyriakides, disse nesta sexta que espera que até segunda haja uma resposta com efeitos "tangíveis para as próximas semanas".

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