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(Arquivo) A União Europeia aprovou formalmente nesta terça-feira (11) seu acordo de associação com a Ucrânia, em meio a um clima de desconfiança recíproca com Moscou, às vésperas do encontro anual entre UE e Kiev

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A União Europeia aprovou formalmente nesta terça-feira (11) seu acordo de associação com a Ucrânia, em meio a um clima de desconfiança recíproca com Moscou, às vésperas do encontro anual entre UE e Kiev.

A decisão dos 28 Estados membros ocorre horas antes da visita do ministro de Relações Exteriores russo, Sergueï Lavrov, a Bruxelas. Na viagem, ele deve encontrar a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e seu colega belga, Didier Reynders.

Concluído em 2014, quando as relações com a Rússia viviam seu pior momento, o acordo de associação entre UE e Ucrânia entra em vigor em 1 de setembro. Esse tipo de tratado é visto como um prelúdio para uma eventual adesão.

"É a etapa final do processo de ratificação por meio do qual a UE e a Ucrânia se envolvem em relações estreitas e a longo prazo nos principais assuntos políticos", disse um comunicado do Conselho da UE, que representa os 28 países.

"O acordo de associação é o principal instrumento para aproximar Ucrânia e UE. Ele promove laços políticos e econômicos mais fortes e profundos, bem como o respeito aos valores comuns", garante o comunicado.

A ratificação definitiva do tratado - negociado entre 2007 e 2012 - foi adiada muitas vezes.

Ele deveria ter sido assinado em fins de 2013, mas o presidente ucraniano pró-Rússia à época, Viktor Ianoukovitch, se recusou, o que estimulou manifestações a favor da UE e provocou sua queda e sua fuga para a Rússia em fevereiro de 2014.

Aos protestos duramente reprimidos seguiu-se a anexação da Crimeia pela Rússia e uma insurreição separatista no leste da Ucrânia que deixou mais de 10 mil mortos em três anos.

AFP