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Esquadrão tenta desarmar bomba em frente à sede do Exército, em Cali, 7 de agosto de 2014

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O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, condenou os recentes "atos de violência" na Colômbia, onde assistiu à posse do presidente reeleito Juan Manuel Santos, informou nesta sexta-feira a delegação da União Europeia (UE) para a Colômbia.

"Condeno os últimos atos de violência que deixaram inúmeras vítimas, incluindo crianças, e também danos materiais e ambientais", declarou Rompuy segundo o comunicado enviado pela UE.

Na semana passada uma menina morreu e outras três pessoas ficaram feridas em um ataque com explosivos no município de Miranda (Cauca, oeste da Colômbia).

Além disso, em julho, um atentado no município de Granada (Meta, centro) deixou milhares de pessoas sem água. Um outro perto de Buenaventura (Vale do Cauca, oeste) deixou por vários dias 450.000 pessoas sem luz, enquanto o derramamento de milhares de barris de petróleo afetou áreas verdes e recursos hídricos do departamento de Putumayo (sudoeste).

As autoridades colombianas atribuíram os ataques às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal guerrilha do país, com mais de 50 anos de existência e cerca de 8.000 combatentes, segundo números oficiais.

Em seu discurso de posse na quinta-feira, Santos advertiu as Farc que estes atos põem "em risco" as negociações de paz que seu governo faz com a guerrilha em Havana desde novembro de 2012.

Após se reunir nesta sexta-feira com Santos, Rompuy reiterou o apoio da UE a esse processo, que classificou de "significativo".

Até o momento, as partes chegaram a acordos sobre desenvolvimento rural, participação política e drogas ilícitas. Na terça-feira, dia 12, começa a discussão sobre vítimas, o quarto dos seis pontos da agenda dos diálogos, da qual ainda falta abordar o abandono das armas e a determinação do mecanismo para referendar os acordos.

"A UE também espera que as negociações com o ELN comecem logo", ressaltou Rompuy.

O Exército de Libertação Nacional (ELN, guevarista), com pelo menos 2.500 integrantes, anunciou em junho passado que havia iniciado conversações preliminares com o governo colombiano para desenvolver igualmente diálogos de paz.

AFP