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Manifestante pró-União Europeia protesta do lado de fora das Casas do Parlamento, em Londres

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A União Europeia e o Reino Unido apresentaram, nesta quarta-feira (11), a forma como pretendem dividir as valiosas cotas de importação agropecuárias após o Brexit, um assunto muito delicado que já provocou advertências clara de potências exportadoras, como os Estados Unidos.

Numa tentativa de evitar um terreno complicado, a UE e o Reino Unido escreveram com cuidado para os parceiros da Organização Mundial de Comércio (OMC), explicando que estão comprometidos em providenciar "clareza e trabalhar construtiva e abertamente com os parceiros internacionais".

"Ambos Reino Unido e UE gostariam de reafirmar aos nossos parceiros da OMC que vamos lutar para minimizar perturbações ao comércio quando o Reino Unido deixar a UE", diz a carta.

A crescente discussão envolve as "cotas tarifárias" da OMC, uma parcela cuidadosamente negociada de privilégios comerciais que são extremamente valiosos para exportadores dependentes da agropecuárias.

No elaborado sistema, as cotas permitem importações a baixa tarifa de carne e laticínios até certo volume, com um aumento das taxas a partir daí.

Os planos de UE e Reino Unido sugerem que as cotas atuais sejam divididas após o Brexit com base em padrões históricos ainda não definidos, que poderiam evitar uma renegociação dolorosa entre os 164 países da OMC em Genebra.

Mas, no mês passado, um grupo de potências agropecuárias, inclusive os EUA, expressaram suas preocupações de que o acesso duramente conquistado ao mercado europeu possa ser encolhido após o Brexit.

A carta raivosa surpreendeu Londres, que anunciou sua proximidade com Washington e indicou que vai conseguir garantir um bom acordo comercial com os EUA após o divórcio da UE, provavelmente em março de 2019.

A missiva insiste que a questão não é meramente "técnica" e que "nenhum dos arranjos deve ser modificado sem nossa concordância".

A carta foi assinada por Argentina, Nova Zelândia, Estados Unidos, Brasil, Canadá, Uruguai e Tailândia.

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AFP