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(Arquivo) Funcionários da Volkswagen inspecionam veículo modelos VW Tiguan e Touran em Wolfsburg, Alemanha

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A Comissão Europeia realizou, nesta segunda-feira (23), novas inspeções na indústria automobilística alemã, nas sedes da Daimler e da Volkswagen, dias depois de visitar a construtora alemã BMW, em meio a investigações de formação de cartel, anunciou o Executivo comunitário.

"Funcionários (europeus) realizaram inspeções nas instalações de fabricantes de automóveis na Alemanha", indicou em um comunicado a Comissão, responsável pela política de Concorrência no bloco, sem precisar quais empresas foram afetadas.

As supervisões, realizadas na presença de funcionários alemães da Concorrência, estão vinculadas às "preocupações da Comissão de que vários fabricantes alemães de automóveis possam violar as normas antimonopólio da UE, que proíbem os cartéis", indicou a Comissão.

Questionadas pela AFP, Daimler e Volkswagen admitiram que foram alvo de inspeções da Comissão, com quem dizem cooperar.

O grupo Volkswagen indicou que os inspetores comunitários "examinaram documentos" na sede do grupo em Wolfsburgo (centro), bem como na da sua filial Audi, em Ingolstadt (sudeste).

"As inspeções que foram anunciadas estão em curso", explicou a Daimler, fabricante dos veículos Mercedes-Benz, indicando que por ora não sabe se a Comissão Europeia "abrirá um procedimento formal antimonopólio".

Bruxelas, que apontou que as inspeções não pressupõem o resultado de suas investigações, já visitou, na sexta-feira, a BMW, por causa deste caso que implica cinco construtoras alemãs.

As suspeitas de cartel foram reveladas pela imprensa local e abalaram ainda mais a imagem das construtoras alemãs, após o escândalo por emissões poluentes dos motores a diesel, reveladas em setembro de 2015.

A revista alemã Der Spiegel revelou, em julho, que os fabricantes Volkswagen, Audi, Porsche, BMW e Daimler fizeram acordos secretos desde os anos 1990 sobre o design, ou a construção de veículos, inclusive no sistema de filtração de emissão de gases - o gatilho para o dieselgate -, em provável prejuízo de consumidores e subcontratados.

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AFP